Delegado Guilherme da Rocha explica ação da DRCI que cumpriu três mandados contra investigado por abordar menina de 11 anos pelas redes sociais
A Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) deflagrou, nesta sexta-feira (14), a quarta fase da Operação CESI-MT, voltada ao combate à exploração e à violência sexual contra crianças e adolescentes no ambiente digital. A ação teve como alvo um homem investigado por aliciar uma menina de 11 anos por meio das redes sociais.
O delegado Guilherme da Rocha, da DRCI, explicou que o investigado utilizava principalmente as redes sociais para abordar crianças. Segundo ele, o homem encaminhava imagens íntimas próprias e solicitava que as vítimas também enviassem fotografias.
“A internet não é uma terra sem lei que garante anonimidade, que garante irresponsabilidade para o que é feito”, afirmou o delegado.
Investigação começou após alerta da família
A investigação teve início depois que a Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), em Cuiabá, comunicou à DRCI o caso envolvendo uma menina de 11 anos.
Conforme a apuração, o suspeito iniciou contato com a criança pelo Instagram, perguntou sua idade e demonstrou interesse em receber e enviar imagens íntimas. A mãe percebeu as conversas e passou a acompanhar a comunicação com o homem.
Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)
Durante as conversas, o investigado teria perguntado se algum adulto acompanhava a comunicação e se seria possível realizar chamadas de vídeo. Mesmo depois de a criança recusar o envio de fotografias de cunho sexual, ele teria enviado uma imagem do próprio órgão genital para o perfil da menina.
Suspeito foi localizado no Paraná
A partir das informações repassadas pela Deddica e das diligências realizadas pela DRCI, os investigadores conseguiram identificar o suspeito e localizar seu endereço em São Jorge D’Oeste, no Paraná.
Com os elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela expedição de medidas judiciais. O pedido recebeu parecer favorável do Ministério Público e foi autorizado pelo Poder Judiciário.
Nesta sexta-feira, foram cumpridas três ordens judiciais no município paranaense: dois mandados de busca e apreensão domiciliar e um de afastamento de sigilo telemático. A ação contou com apoio da Polícia Civil do Paraná.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos e outros dispositivos utilizados para armazenamento de conteúdo digital.
O material será encaminhado para a DRCI de Mato Grosso, onde passará por análise e perícia. O objetivo é encontrar elementos que comprovem os fatos investigados, identificar possíveis outras vítimas e verificar se existem outros crimes ou pessoas envolvidas.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, o investigado já possui registro anterior relacionado a crime de abuso sexual.
Delegado faz alerta aos pais
Guilherme da Rocha reforçou a importância de os pais acompanharem o comportamento dos filhos no ambiente digital e ficarem atentos a mudanças ou situações suspeitas nas redes sociais.
O delegado orientou que, diante de qualquer indício de abordagem criminosa, os responsáveis procurem imediatamente uma unidade policial, como a Deddica, a própria DRCI ou outra delegacia com atribuição para o caso.
Para o delegado, a operação demonstra que criminosos não estão protegidos pelo ambiente virtual.
“Ações como a de hoje e como diversas outras que a Delegacia vem realizando buscam responsabilizar os criminosos que, achando que estão protegidos sob o manto da internet, praticam crimes contra crianças e adolescentes.”
Ele acrescentou que o objetivo da operação é dar uma resposta firme aos investigados e demonstrar que crimes praticados pela internet também podem ser rastreados e investigados pelas forças de segurança.
Quarta fase da Operação CESI-MT
A Operação CESI-MT tem como foco o combate à exploração sexual infantil em Mato Grosso, especialmente crimes praticados por meio de ferramentas digitais. Nesta quarta fase, as diligências foram realizadas fora do Estado justamente porque o investigado foi localizado no Paraná.
As informações e equipamentos apreendidos agora serão analisados pela Polícia Civil. A investigação deverá apontar se o suspeito praticou outros crimes e se existem outras possíveis vítimas.