Senador afirma que mudança de modal ainda será julgada pelo tempo, mas avalia que a substituição já causou perdas ao Estado e cobra entrega completa do sistema
O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), voltou a criticar a decisão que substituiu o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) na região metropolitana de Cuiabá. Nesta sexta-feira (3), o parlamentar afirmou para a imprensa que a mudança representou um "grande prejuízo" para o Estado e questionou os resultados da obra, que ainda não foi totalmente concluída.
Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)
Ao comentar o tema, Wellington lembrou que os trens adquiridos para o VLT de Cuiabá e Várzea Grande foram posteriormente vendidos e hoje integram o sistema de transporte de Salvador, na Bahia. Para ele, esse fato reforça o debate sobre a decisão de abandonar o projeto ferroviário.
"Lá na Bahia está funcionando o VLT. Então, isso só o tempo vai dizer se foi um erro ou um acerto. Mas está provado que realmente foi um prejuízo muito grande mudar o modal", declarou o senador.
Wellington também direcionou críticas ao andamento das obras do BRT. Segundo ele, o governo estadual não cumpriu o cronograma inicialmente apresentado e entregou apenas parte da estrutura prometida.
"A promessa que foi feita não foi cumprida até hoje. Foi prometido por esse governo e agora está entregando um pedaço", afirmou.
O projeto do VLT foi iniciado para atender a mobilidade urbana entre Cuiabá e Várzea Grande, mas acabou sendo interrompido após uma série de problemas, incluindo suspeitas de corrupção, atrasos, aumento dos custos e disputas judiciais envolvendo o Estado e o consórcio responsável pelas obras. Em 2020, o Governo de Mato Grosso oficializou a substituição do modal ferroviário pelo sistema BRT.