PRISÃO HUMANITÁRIA

Wellington defende ampliação de benefício a Bolsonaro e cobra retomada de direitos políticos

· 2 min de leitura
Wellington defende ampliação de benefício a Bolsonaro e cobra retomada de direitos políticos

Senador afirma que estado de saúde do ex-presidente justifica a manutenção da prisão domiciliar e critica restrições impostas à comunicação com aliados políticos

O senador Wellington Fagundes voltou a defender a manutenção da prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante entrevista à imprensa, o parlamentar argumentou que as condições de saúde de Bolsonaro justificam a continuidade da medida e afirmou que o ex-presidente deveria ter maior liberdade para manter contato com lideranças políticas e partidárias.

Ao ser questionado sobre o prazo da prisão domiciliar e a possibilidade de renovação da medida, Wellington afirmou que a manutenção do benefício é necessária diante do quadro clínico do ex-presidente. Segundo ele, a situação deve ser analisada sob o aspecto humanitário e não apenas jurídico.

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O senador também destacou que Bolsonaro continua sendo uma das principais lideranças políticas do país e criticou as restrições impostas à sua comunicação. Na avaliação de Wellington, o ex-presidente deveria ter garantido o direito de dialogar com familiares, aliados e dirigentes partidários.

"O presidente Bolsonaro não tem nada, até agora, que alguém possa apontar e acusá-lo de corrupção no governo. Então, dado toda a situação de saúde também, não só ele tem que ter a prisão humanitária, mas nós queremos resgatar também o direito dele poder falar, poder exercer o papel de líder", declarou o senador.

Durante a entrevista, o parlamentar argumentou ainda que a participação de Bolsonaro no debate político nacional é importante para o processo democrático. Segundo ele, a ausência do ex-presidente das discussões eleitorais pode impactar diretamente o cenário político das eleições de 2026.

"Eu sempre disse, eleições este ano, sem a presença do presidente Bolsonaro, não serão eleições democráticas", disse.

Wellington também defendeu uma evolução das medidas atualmente impostas ao ex-presidente, afirmando que o objetivo de seus aliados é garantir que Bolsonaro recupere gradualmente mais liberdade para exercer sua atuação política e manter interlocução com diferentes setores da sociedade.

"Nós queremos evoluir para que ele possa ter liberdade, inclusive, e poder falar com todas as lideranças deste país", concluiu.

Segundo o senador mato-grossense, a defesa da manutenção da medida humanitária está fundamentada nas condições de saúde de Bolsonaro e no entendimento de que ele continua exercendo influência significativa no cenário político nacional.