"VAI LEMBRAR DE MIM"

Vice-prefeito de Peixoto de Azevedo é acusado de ameaçar servidora após cobrar pagamento

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Vice-prefeito de Peixoto de Azevedo é acusado de ameaçar servidora após cobrar pagamento
Foto: Reprodução

Episódio teria ocorrido dentro do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região do Vale do Peixoto

Uma cobrança por pagamentos de serviços médicos terminou em boletim de ocorrência contra o vice-prefeito de Peixoto de Azevedo, José Agnaldo Paranhos (PRD). Uma servidora de 31 anos afirma ter sido ameaçada pelo político durante uma conversa na sede do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região do Vale do Peixoto de Azevedo.

O caso teria ocorrido em 18 de agosto, por volta das 16h. A denunciante exerce a função de secretária-executiva do consórcio desde julho deste ano.

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Segundo o relato apresentado à Polícia Civil, José Agnaldo, que também atua como médico e presta serviços ao consórcio, procurou a servidora para tratar de pagamentos que estariam atrasados.

Durante a conversa, conforme a versão registrada no boletim de ocorrência, o vice-prefeito teria afirmado que, caso não recebesse os valores cobrados, a mulher “iria se lembrar” dele. A servidora interpretou a declaração como uma ameaça.

O relato aponta ainda que familiares da denunciante teriam sido mencionados. José Agnaldo teria dito que, caso algum parente dela aparecesse como paciente, também “se lembraria” da situação.

Para a mulher, a fala poderia representar uma ameaça relacionada à prestação de atendimento médico aos familiares.

A servidora relatou ainda que, no dia seguinte ao episódio, soube que José Agnaldo havia procurado a Prefeitura de Peixoto de Azevedo e conversado com o procurador municipal.

De acordo com a versão apresentada por ela à polícia, o médico teria reconhecido nessa conversa que fez as declarações atribuídas a ele. A reportagem consultada não apresenta manifestação do vice-prefeito sobre a acusação.

Diante do episódio, a servidora procurou a Polícia Civil e formalizou o boletim de ocorrência.

O registro policial documenta a versão apresentada pela denunciante e, por si só, não representa conclusão sobre eventual responsabilidade criminal. O caso deverá passar pelos procedimentos de apuração das autoridades competentes.