Causas da queda ainda serão esclarecidas pela investigação aeronáutica
O Centro Integrado de Operações Aéreas de Mato Grosso (Ciopaer-MT) divulgou uma nota de pesar em solidariedade às famílias e aos colegas dos três policiais militares de Minas Gerais que morreram após a queda de uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). O acidente ocorreu na tarde de sexta-feira (9), nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, no interior mineiro.
As vítimas foram identificadas como o tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre, de 49 anos, e as tenentes Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e Alice dos Santos Oliveira Almeida. Os três integravam o Comando de Aviação do Estado (Comave) e morreram no local do acidente.
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O avião, um bimotor Beechcraft Super King Air 300, conhecido como Pégasus 17, havia partido do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, às 15h16, com destino à região de Ipatinga.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar mineira, os militares participavam de um treinamento periódico de rechecagem de habilitação, procedimento obrigatório para avaliar a capacidade técnica dos pilotos.
A aeronave chegou ao Aeroporto Regional do Vale do Aço por volta das 15h59. Após uma nova decolagem, caiu nas proximidades da pista, em uma área próxima à BR-458. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas por volta das 16h20 para atender à ocorrência.
As circunstâncias da queda ainda são desconhecidas. A Polícia Militar informou que a manutenção do avião estava em dia e que a documentação da aeronave e as habilitações dos tripulantes estavam regulares.
A investigação ficará sob responsabilidade do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado à Força Aérea Brasileira (FAB).
Quem eram os militares
O tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre comandava o Esquadrão de Aviões do Comave e possuía mais de 24 anos de atuação na Polícia Militar. Desse período, aproximadamente 19 anos foram dedicados à aviação de segurança pública.
Considerado um dos pilotos mais experientes da corporação, ele acumulava mais de cinco mil horas de voo e também exercia as funções de instrutor e examinador. O militar deixou esposa e três filhos.
A tenente Gabriela Emília foi a primeira mulher da Polícia Militar de Minas Gerais habilitada para pilotar aeronaves de asa fixa. Ela havia retornado recentemente da licença-maternidade e era mãe de duas crianças.
Um dia antes da tragédia, o próprio Comave havia publicado uma homenagem à policial nas redes sociais, celebrando seu retorno às atividades aéreas.
A tenente Alice Almeida, de 34 anos, era natural de Governador Valadares e foi criada em Caratinga, ambas em Minas Gerais. Antes de ingressar na Polícia Militar e se tornar piloto, ela também atuou no Corpo de Bombeiros mineiro.
Os três militares desempenhavam atividades ligadas à aviação de segurança pública, incluindo missões operacionais, deslocamento de equipes e transporte de órgãos destinados a transplantes.
Homenagem do Ciopaer de Mato Grosso
Em manifestação de solidariedade, o Ciopaer-MT lamentou a perda dos três profissionais e destacou a dedicação dos militares à segurança pública.
Na nota, a instituição prestou condolências aos familiares, amigos e integrantes da Polícia Militar de Minas Gerais, ressaltando que os policiais morreram durante o exercício de suas funções.

O órgão mato-grossense também homenageou a trajetória dos aviadores e manifestou o desejo de que a coragem e o trabalho desenvolvido por eles sejam lembrados.
Diante da tragédia, o Governo de Minas Gerais anunciou luto oficial de três dias em homenagem às vítimas.