A Polícia Federal (PF) vai fazer uma triagem criteriosa das citações a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), separando referências feitas por terceiros de informações com robustez jurídica que possam justificar uma investigação.
A orientação de Edson Fachin, presidente do Supremo, é produzir um relatório contextualizado, sem juízo de valor, mas com elementos concretos que deem consistência às informações. Ciro Soares, lobista que trabalhava para Vorcaro, está na mira da PF e pode ser investigado por suspeitas de tráfico de influência e de vender suposto acesso a ministros.
Depois da triagem, caberá ao plenário do Supremo decidir o que deve ser investigado ou arquivado.
O objetivo é tentar dar um encaminhamento institucional ao caso, especialmente diante da chegada da nova composição do Senado. O entendimento de setores do Supremo é que, se o STF não tomar uma decisão sobre o material, o Senado irá fazê-lo, ampliando a pressão sobre a Corte.
Esse encaminhamento, porém, não ocorrerá antes do segundo turno das eleições. Não há prazo definido para a conclusão do trabalho.
O STF já esteve diante da chance de dar um desfecho para o caso — ou, pelo menos, um rumo avançado — no dia 15 de setembro. O que não só não ocorreu, como ampliou a crise com acusações mútuas sem encaminhamento jurídico para apurar os casos divulgados envolvendo ministros e o caso Master.