GRITO POR VALORIZAÇÃO

Servidores lotam ato pacífico em Cuiabá e cobram respeito, valorização e pagamento da RGA em MT

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Servidores lotam ato pacífico em Cuiabá e cobram respeito, valorização e pagamento da RGA em MT
Foto: Sintep-MT/Francisco Alves

Mobilização unificada reuniu trabalhadores da Educação e de diversas categorias em frente ao TRT-MT para exigir diálogo do governo estadual e quitação dos 18,38% acumulados da Revisão Geral Anual

Em uma demonstração de união, força e resistência democrática, servidores públicos de Mato Grosso realizaram nesta segunda-feira (25) um grande ato pacífico em frente à sede do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, em Cuiabá. A mobilização reuniu trabalhadores da Educação e de diversas categorias do funcionalismo estadual em defesa da valorização profissional e do pagamento imediato dos 18,38% referentes aos passivos da Revisão Geral Anual (RGA).

A mobilização foi organizada em conjunto com a Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP-MT) e centrais sindicais.

Presidenta do Sintep-MT, Maria Celma - Foto: Sintep-MT/Francisco Alves

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Maria Celma, destacou que o ato simboliza a luta legítima dos trabalhadores que mantêm os serviços públicos funcionando diariamente em Mato Grosso.

“Esta mobilização demonstra a força e a unidade dos servidores de Mato Grosso. Estamos aqui para transmitir um recado direto ao Governo do Estado: exigimos respeito e compromisso. Somos nós, servidores públicos, que fazemos a máquina do Estado funcionar e, por isso, merecemos a devida valorização”, afirmou.

Secretaria de Assuntos Educacionais da CNTE, e de Políticas Educacionais do Sintep-MT, Guelda Andrade - Foto: Sintep-MT/Francisco Alves

A secretária de Assuntos Educacionais da CNTE e de Políticas Educacionais do Sintep-MT, Guelda Andrade, também criticou a falta de valorização da categoria e defendeu mais respeito aos profissionais da Educação.

Segundo ela, os trabalhadores não aceitarão mais perdas salariais, assédio moral e ausência de negociação por parte do governo estadual.

“A educação tem recursos próprios, portanto, nós não vamos mais aceitar migalhas do Governo e nem aguentar mais o assédio moral das DRE’s espalhadas por todo o estado”, afirmou.

Reivindicações

Além da cobrança pelo pagamento da RGA, os manifestantes defenderam a realização de concursos públicos, o fim do desconto previdenciário de 14% para aposentados e pensionistas e a abertura imediata de uma mesa permanente de negociação com as entidades sindicais.

O ato também levantou bandeiras nacionais importantes para a classe trabalhadora, como a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial, incluindo o debate sobre o fim da escala 6x1, e a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante o direito à negociação coletiva no serviço público.

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