"PÁTIO PARALELO"

"Sabrina da Toyota" se entrega à polícia e é presa por suspeita de esquema de R$ 50 milhões

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"Sabrina da Toyota" se entrega à polícia e é presa por suspeita de esquema de R$ 50 milhões
Vendedora de veículos Vitória Sara Bezerra Lupatini, conhecida como “Sabrina da Toyota” - Foto: Reprodução

Investigada é apontada como peça central de suposto esquema que desviava veículos e direcionava pagamentos de clientes para contas ligadas ao grupo

A vendedora de veículos Vitória Sara Bezerra Lupatini, conhecida como “Sabrina da Toyota”, foi presa na tarde desta quinta-feira (27), em Sorriso, após se apresentar espontaneamente à Polícia Civil acompanhada de um advogado. Ela era alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça durante a Operação Pátio Paralelo, deflagrada um dia antes para investigar um suposto esquema milionário de desvio de veículos, fraudes comerciais, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Segundo a investigação, o grupo teria movimentado aproximadamente R$ 50 milhões em apenas um ano. Até o momento, entre 15 e 20 possíveis vítimas foram identificadas, com prejuízo diretamente apurado superior a R$ 2 milhões. A Polícia Civil acredita, porém, que o número de vítimas e o valor do prejuízo possam aumentar com o avanço das apurações.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados teriam utilizado a estrutura e a credibilidade de uma concessionária para atrair clientes interessados na compra de veículos novos.

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Durante as negociações, consumidores entregavam carros usados como parte do pagamento ou realizavam transferências referentes à entrada dos veículos.

Segundo as investigações, os automóveis usados não eram devidamente registrados ou contabilizados pela concessionária. Eles teriam sido encaminhados para outras garagens relacionadas aos investigados, enquanto os valores correspondentes não eram abatidos das negociações dos clientes.

A investigação também aponta que parte dos pagamentos teria sido direcionada para contas de pessoas físicas e empresas ligadas aos suspeitos, em vez de seguir o fluxo financeiro regular da concessionária.

Investigada teria movimentado milhões

Vitória é apontada pelos investigadores como uma das principais integrantes do esquema. Segundo a Polícia Civil, ela atuava na captação de clientes, condução das negociações, recebimento dos veículos, indicação das contas para os pagamentos e movimentação dos recursos.

Levantamentos financeiros citados na investigação indicam que somente as movimentações relacionadas a Vitória chegaram a milhões de reais no período analisado.

Mais de 20 medidas judiciais

A Operação Pátio Paralelo cumpriu mais de 20 ordens judiciais, incluindo mandado de prisão preventiva, buscas e apreensões, quebra de sigilos bancário e telemático e bloqueio de ativos financeiros. Computadores, celulares, documentos, contratos, comprovantes de transferências e registros financeiros estão entre os materiais recolhidos para análise.

Com a prisão de Vitória, a Polícia Civil deverá aprofundar a análise dos documentos e equipamentos apreendidos para identificar a destinação dos veículos e dos valores movimentados, além de verificar a eventual participação de outras pessoas no esquema.

A investigação continua, e os envolvidos são considerados suspeitos até eventual condenação pela Justiça. A defesa de Vitória ainda deverá apresentar sua manifestação sobre as acusações.