DENÚNCIA SOB INVESTIGAÇÃO

Policiais civis são denunciados à corregedoria por suspeitas de perseguição, ameaças e assédio

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Policiais civis são denunciados à corregedoria por suspeitas de perseguição, ameaças e assédio
Foto: Reprodução-PJC-MT

Uma denúncia apresentada à Corregedoria da Polícia Civil de Mato Grosso cita um investigador e um escrivão lotados no município de Poconé, por supostas práticas de perseguição, ameaças e assédio contra uma mulher. O caso está sendo apurado pela própria instituição e, até o momento, não há conclusão sobre a veracidade dos relatos ou eventual responsabilidade dos policiais mencionados.

Segundo informações registradas na denúncia e no boletim de ocorrência, a mulher teria relatado os fatos durante um atendimento policial. O investigador foi mencionado por ela durante o depoimento, enquanto o escrivão teria sido reconhecido por meio de fotografias disponíveis no sistema da Polícia Civil.

Conforme o relato apresentado à Corregedoria, um dos policiais teria realizado supostas investidas de cunho pessoal, além de comparecer em diferentes ocasiões nas proximidades da residência da denunciante. Ela também afirmou que teria enfrentado dificuldades para registrar um boletim de ocorrência relacionado aos fatos.

Em um dos trechos do depoimento, a mulher relatou que, ao chegar à delegacia, uma pessoa teria procurado um dos policiais antes que ela fosse atendida. Segundo a denunciante, a situação teria contribuído para que ela se sentisse intimidada e sem condições de formalizar adequadamente a ocorrência.

A mulher, que estaria grávida de aproximadamente oito meses na época dos fatos, afirmou ainda que deixou Poconé e passou a permanecer fora do município por receio da situação. Os policiais citados, contudo, continuam trabalhando na cidade.

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Ainda segundo a denúncia, a mulher teria reconhecido o escrivão como sendo o policial que, conforme seu relato, teria feito ameaças e realizado abordagens de cunho pessoal. Ela também afirmou que teria recebido dele uma pequena quantidade de substância semelhante à cocaína e que o policial teria manifestado interesse em manter relações sexuais com ela.

As acusações foram formalizadas junto à Corregedoria da Polícia Civil e permanecem sob apuração. Os relatos apresentados pela denunciante ainda precisam ser investigados e confrontados com outros elementos de prova.

A Polícia Civil instaurou procedimento para apurar as circunstâncias narradas e verificar a eventual responsabilidade dos servidores. Durante a investigação, deverão ser analisadas as informações apresentadas pela denunciante, além de possíveis documentos, registros e outros elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

Até o momento, não há decisão definitiva ou conclusão oficial que confirme as acusações contra os policiais. O procedimento seguirá os trâmites administrativos e legais, garantindo aos envolvidos o direito à defesa e ao contraditório.

O caso continua sendo acompanhado pelas autoridades responsáveis pela apuração.