Segundo a PM, suspeito teria ameaçado moradores com uma faca depois de uma discussão com a companheira
Moradores da Aldeia Tadarimana, em Rondonópolis, precisaram intervir e imobilizar um jovem de 22 anos que estaria ameaçando pessoas da comunidade com uma faca. O episódio ocorreu na madrugada desta segunda-feira (12), após uma discussão entre o rapaz e a companheira, de 27 anos.
Quando a Polícia Militar e uma equipe do Grupo Raio chegaram à aldeia, encontraram o suspeito com as mãos e os pés amarrados por cordas. Conforme o boletim de ocorrência, a contenção foi feita pelos próprios moradores diante do comportamento do jovem na via pública.
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A confusão teria começado horas antes, durante uma confraternização na casa da mãe do suspeito. O casal, que mantém relacionamento há aproximadamente oito meses, consumia bebida alcoólica no local quando uma situação envolvendo ciúmes levou a mulher a decidir ir embora.
O rapaz acompanhou a companheira até a residência. No imóvel, os dois voltaram a discutir e, segundo os relatos registrados pela PM, trocaram tapas e empurrões.
Após o desentendimento, o jovem saiu de casa. Já na rua, ele teria se armado com uma faca e passado a ameaçar outros moradores. Diante da situação, integrantes da comunidade conseguiram dominá-lo e acionaram a polícia pelo 190.
A arma branca utilizada durante a confusão foi entregue aos militares e apreendida. Apesar do relato de ameaças, a pessoa que teria sido diretamente intimidada pelo suspeito não foi identificada no momento do atendimento da ocorrência. A mãe do jovem, que presenciou os acontecimentos, consta no registro como testemunha.
O rapaz apresentava escoriações pelo corpo, que, conforme o boletim, foram provocadas durante sua imobilização pelos moradores. Ele foi algemado e encaminhado para os procedimentos legais.
A ocorrência envolve suspeitas de violência doméstica e dano emocional contra a companheira, além das ameaças registradas na aldeia. A apuração ficará a cargo das autoridades competentes.
A PM também registrou que tentou comunicar o caso à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) por telefone, mas não conseguiu contato.