Investigação da Operação Sem Refino apura fraudes fiscais, evasão de recursos e conexões financeiras entre o Banco Master e o Grupo Refit; bloqueio judicial ultrapassa R$ 52 bilhões
As investigações da Polícia Federal sobre um suposto esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis avançaram e passaram a apontar conexões entre o Banco Master e o Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. O caso é alvo da Operação Sem Refino, deflagrada na última sexta-feira (15) e que também mira o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
Segundo informações obtidas a partir de relatórios preliminares da chamada Operação Compliance Zero, investigadores identificaram movimentações financeiras consideradas suspeitas envolvendo operações ligadas ao Banco Master e empresas investigadas no esquema de sonegação fiscal de combustíveis.
Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)
A Operação Sem Refino foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e teve como foco o cumprimento de mandados de busca, apreensão e prisão contra investigados apontados como integrantes de uma organização suspeita de evasão de divisas, ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro. Entre os principais alvos está o empresário Ricardo Magro, ligado ao Grupo Refit.
Além das medidas judiciais, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros das empresas e pessoas investigadas.
Cláudio Castro foi alvo de mandado de busca e apreensão em sua residência no Rio de Janeiro. A PF investiga se houve uso da estrutura do governo estadual para beneficiar interesses ligados ao grupo econômico investigado.
As diligências continuam em andamento e a Polícia Federal ainda apura o alcance da suposta rede financeira envolvendo o Banco Master e operadores do esquema. A defesa dos investigados nega irregularidades.