Senador do PT é alvo de buscas autorizadas pelo STF; investigação apura suspeitas de influência política, vantagens indevidas e lavagem de dinheiro envolvendo o banco
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. Entre os alvos da ação está o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, além do empresário Augusto Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), agentes da PF cumprem 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Também foram impostas medidas cautelares contra investigados, incluindo restrições como suspensão de passaportes e proibição de contato entre envolvidos.
Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)
Segundo as investigações, a suspeita envolvendo Jaques Wagner surgiu após análise de mensagens encontradas no celular de Augusto Lima. Os investigadores apuram se o parlamentar teria atuado no Congresso Nacional em defesa de interesses ligados ao Banco Master, incluindo propostas relacionadas ao crédito consignado.
A PF também investiga a possibilidade de recebimento de vantagens indevidas, incluindo bens e pagamentos que teriam sido realizados por meio de estruturas empresariais ligadas a familiares do senador. Os fatos apurados podem configurar crimes como corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
O empresário Augusto Lima voltou a ser alvo da operação. Ele já havia sido preso em fases anteriores da Compliance Zero, investigação que apura suspeitas envolvendo operações financeiras, movimentações patrimoniais e possíveis irregularidades relacionadas ao Banco Master.
A investigação também ganhou repercussão pelo avanço sobre nomes do meio político e empresarial. A Polícia Federal busca esclarecer a extensão das relações entre agentes públicos, empresários e possíveis operações financeiras consideradas suspeitas.
Em nota divulgada anteriormente, Jaques Wagner afirmou que não participou de negociações em favor da instituição financeira e que eventuais esclarecimentos sobre atividades empresariais devem ser prestados pelos responsáveis.
As diligências seguem em andamento e os investigados ainda poderão apresentar suas versões durante o curso das apurações.