País já enfrentava milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade antes dos tremores; Brasil envia bombeiros e equipamentos para ajudar no resgate
A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou nesta quinta-feira (26) que os terremotos que atingiram a Venezuela podem aprofundar uma crise humanitária que já afetava milhões de pessoas no país. O órgão pediu apoio internacional contínuo para auxiliar nas operações de emergência e na recuperação das áreas destruídas.
O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários e coordenador de Ajuda de Emergência, Tom Fletcher, afirmou que o desastre ocorre em um momento de grande fragilidade social. Antes dos tremores, cerca de 8 milhões de venezuelanos já precisavam de ajuda humanitária, com dificuldades envolvendo alimentação, saúde, água e energia.
“Este desastre natural corre o risco de agravar vulnerabilidades já existentes”, afirmou Fletcher ao destacar a necessidade de uma resposta internacional coordenada.
A força dos terremotos deixou áreas destruídas, principalmente na região costeira de La Guaira e outras localidades do norte do país. Equipes de resgate continuam atuando na busca por sobreviventes e no atendimento às vítimas.
Diversos países iniciaram o envio de ajuda. Equipes especializadas, suprimentos médicos e estruturas de emergência começaram a chegar à Venezuela para reforçar o trabalho das autoridades locais.
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O Brasil também anunciou uma operação de apoio. Um avião deve partir com bombeiros de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, além de técnicos da Defesa Civil Nacional e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A missão inclui o transporte de equipamentos para busca, resgate e atendimento às vítimas.
Outra aeronave está prevista para levar estrutura de hospital de campanha, purificadores de água, medicamentos e materiais médicos.
A ONU reforçou que os próximos dias serão decisivos para ampliar o atendimento às comunidades atingidas e evitar que o terremoto agrave ainda mais a situação de milhares de famílias venezuelanas.