FALSO TERAPEUTA

"Não vou passar a mão na cabeça de ninguém", diz Fábio Garcia após exonerar assessor investigado

Daniel Brustolon e Paula Valéria, do FTN Brasil
· 2 min de leitura
"Não vou passar a mão na cabeça de ninguém", diz Fábio Garcia após exonerar assessor investigado

Parlamentar diz que não tinha conhecimento da atuação irregular do ex-servidor e defende punição caso as suspeitas sejam confirmadas

O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) afirmou que recebeu com surpresa a investigação envolvendo seu ex-assessor parlamentar Marcos Roberto Alves Dantas, suspeito de atuar como falso terapeuta em uma clínica clandestina em Cuiabá. Durante ato político do União Brasil realizado na noite desta terça-feira (23), na Capital, o parlamentar disse que não tinha conhecimento das atividades atribuídas ao servidor e afirmou que determinou a exoneração assim que tomou ciência do caso.

Questionado sobre o caso, Fábio Garcia disse que não tinha qualquer conhecimento das atividades atribuídas ao então assessor fora do ambiente de trabalho e ressaltou que a situação foi tratada assim que chegou ao seu conhecimento.

“Surpreso, óbvio, porque eu não tinha conhecimento nenhum. É impossível a gente controlar o que as pessoas fazem fora do ambiente de trabalho, mas ele já está exonerado, foi exonerado imediatamente”, afirmou.

Marcos Roberto Alves Dantas ocupava o cargo de secretário parlamentar no gabinete do deputado. Ele foi alvo de investigação após ser flagrado atuando em uma clínica clandestina, realizando atendimentos a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outros pacientes sem possuir formação ou habilitação legal para exercer a atividade.

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O parlamentar também cobrou que a Polícia Civil aprofunde as apurações e responsabilize o ex-servidor caso as acusações sejam confirmadas.

“Espero que a Polícia Civil aprofunde nas investigações e tome todas as medidas cabíveis dentro do que a lei prevê. Não podemos passar a mão na cabeça de ninguém, seja ele quem for”, declarou.

Em tom firme, Fábio Garcia afirmou que eventual vínculo profissional com seu gabinete não pode servir como proteção diante de possíveis irregularidades.

“Se ele cometeu um crime, vai ter que pagar pelo crime que cometeu. É isso que eu espero”, completou.

A exoneração do assessor ocorreu após a divulgação do caso. Segundo a assessoria do deputado, as condutas investigadas não tinham qualquer relação com as atividades desempenhadas no gabinete parlamentar.

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Vídeo: Daniel Brustolon, do FTN Brasil