Influenciadora foi incluída em denúncia ao lado de Marcola e outros investigados; promotores apontam movimentações milionárias e uso de empresas para ocultar recursos ilícitos
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou nesta quarta-feira (10) a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A denúncia faz parte das investigações que apuram um suposto esquema financeiro ligado ao Primeiro Comando da Capital, considerada a maior facção criminosa do país.
Segundo o promotor Lincoln Gakiya, responsável por investigações envolvendo a facção, a denúncia também inclui Marco Willians Herbas Camacho, apontado como principal líder do PCC, além de familiares e supostos operadores financeiros da organização.
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De acordo com as investigações, um dos alvos centrais é Everton de Souza, conhecido pelos apelidos "Player" e "Temer", apontado como responsável pela gestão de bens e movimentação de recursos destinados à cúpula da facção. Os investigadores afirmam que foi a partir da análise de suas atividades financeiras que chegaram ao nome de Deolane.
A influenciadora foi presa em maio deste ano durante a Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo em conjunto com o Ministério Público. A apuração sustenta que ela mantinha vínculos com pessoas próximas à liderança da facção e que seu perfil empresarial e sua exposição pública teriam sido utilizados para dar aparência de legalidade a recursos de origem ilícita.
Os investigadores apontam ainda que, entre 2018 e 2022, Deolane movimentou cerca de R$ 13,6 milhões em contas pessoais, enquanto aproximadamente R$ 14 milhões passaram por empresas ligadas a ela. As movimentações financeiras são analisadas como parte do suposto esquema de lavagem de dinheiro investigado pelas autoridades.
A defesa da influenciadora nega as acusações e afirma que ela é inocente. Em manifestações públicas anteriores, os advogados classificaram as investigações como infundadas e sustentaram que não há provas de envolvimento da empresária com atividades criminosas.
Caso a Justiça aceite a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Deolane e os demais investigados passarão à condição de réus e responderão formalmente ao processo criminal.