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Motorista de BMW é indiciado por morte de jovem na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá

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Motorista de BMW é indiciado por morte de jovem na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá
Foto: Reprodução / Júlia Carvalho/TVCA

Investigação aponta homicídio doloso e tentativa de homicídio após sequência de acidentes na região central

A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurou a sequência de colisões envolvendo uma BMW na madrugada de 30 de agosto, em Cuiabá, e indiciou Hercílio Junior Freitas Cordeiro por homicídio doloso, tentativa de homicídio, fuga do local do acidente e omissão de socorro.

O caso foi conduzido pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran). O procedimento foi finalizado no último sábado (12) e encaminhado ao Poder Judiciário. O investigado permanece preso.

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A ocorrência teve início após Hercílio deixar uma casa noturna na região central da Capital. Conforme apontado nas investigações, ele teria sido retirado do estabelecimento e saído dirigindo uma BMW em alta velocidade.

Pouco depois, no cruzamento da Avenida Isaac Póvoas com a Avenida Presidente Marques, o veículo atingiu uma motocicleta. Mesmo após a primeira colisão, o motorista teria continuado o trajeto.

Na sequência, já no cruzamento da Avenida Isaac Póvoas com a Rua Joaquim Murtinho, a BMW bateu contra outra moto, conduzida por Paulo Messias Simão Costa, de 23 anos. O motociclista morreu ainda no local em razão da violência do impacto.

O condutor abandonou o automóvel depois que o veículo apresentou uma pane mecânica e deixou a região a pé. As duas colisões foram registradas por câmeras de segurança.

Além da morte de Paulo Messias, a Polícia Civil também atribuiu ao motorista a tentativa de homicídio contra o primeiro motociclista atingido. O indiciamento por fuga e omissão de socorro está relacionado à saída do local sem prestar assistência às vítimas.

A classificação dos crimes como dolosos indica que, segundo a investigação, houve elementos para apontar que o motorista assumiu o risco de matar e ferir as vítimas. A definição sobre eventual responsabilidade criminal caberá ao Poder Judiciário.