Candidato volta a cobrar promessa de renúncia e questiona benefício tributário relacionado à família do senador
Após o confronto com Wellington Fagundes durante o último debate para o Governo de Mato Grosso, o candidato Rafael Milas (Missão) manteve as críticas ao adversário e voltou a cobrar uma suposta contradição relacionada a benefícios fiscais recebidos por uma empresa ligada à família de Wellington.
Milas afirmou ter apresentado um documento oficial que, segundo ele, comprovaria o recebimento de benefício fiscal pela empresa citada durante o debate. O candidato voltou a dizer que Wellington teria se comprometido a renunciar à candidatura caso fosse apresentada uma comprovação de que familiares seus teriam empresas beneficiadas.
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“Eu sou a favor da isenção fiscal. Não estou demonizando. Mas a questão é: o cara fala que não recebe, fala que vai renunciar à candidatura. Daí, quando a gente aponta a verdade para ele, ele corre”, afirmou.
Vídeo: Daniel Brustolon
Durante a repercussão do embate, Milas também criticou Edinho Fagundes, filho de Wellington, que, segundo ele, teria deixado o local após a apresentação do documento. O candidato classificou a atitude como uma tentativa de evitar o confronto sobre o conteúdo apresentado.
Milas afirmou ainda que havia combinado com Wellington que os dois conversariam com a imprensa após o debate para apresentar suas respectivas versões sobre o assunto. Segundo ele, permaneceu no local aguardando o adversário para cumprir o acordo.
“Eu estava aqui à disposição. Inclusive fui muito maltratado por parte da imprensa ali, porque eu estava combinado, eu estava cumprindo o que combinamos no debate com o Edinho Fagundes. O Edinho propôs: acaba o debate, vamos juntos com a imprensa, mostrar. Eu fiquei ali esperando”, relatou.
O candidato também reagiu ao argumento de que estaria confundindo os conceitos de incentivo fiscal e isenção fiscal. Para Milas, independentemente da nomenclatura utilizada, o ponto central seria a existência de um benefício tributário.
“Ele está dando um malabarismo semântico da palavra em si. Mas, independente de qual é a palavra, no fim do dia ele tem um benefício”, afirmou.
Milas reconheceu que é favorável à concessão de incentivos ou isenções fiscais e disse que o valor citado não seria o principal problema. Para ele, a questão estaria na declaração atribuída a Wellington de que renunciaria à candidatura caso a informação fosse comprovada.
“De novo, o valor não é tão alto, está tudo certo. O ponto é: ele mentiu, mentiu o tempo todo e falou que, se alguém achasse, ele renunciaria. Eu achei, está aqui”, declarou.
Ao final, Milas voltou a apresentar uma carta de renúncia que, segundo ele, teria levado ao debate para facilitar uma eventual decisão de Wellington de deixar a disputa. O candidato afirmou que pretende continuar cobrando o adversário sobre o tema e encerrou as declarações com novas críticas pessoais a Wellington.