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“Meu partido não apoia malandro, ladrão nem corrupto”, diz Milas sobre 2º turno

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“Meu partido não apoia malandro, ladrão nem corrupto”, diz Milas sobre 2º turno
Foto: Reprodução / Jornal o Estadão de Mato Grosso

Presidente estadual da legenda disse que futuro político será discutido depois do resultado eleitoral

O candidato ao Governo de Mato Grosso Rafaell Milas (Missão) encerrou sua primeira campanha eleitoral afirmando que conseguiu utilizar a disputa para apresentar as ideias do partido e defender suas propostas para o Estado. Neste domingo (4), dia do primeiro turno, ele disse que o trabalho foi realizado e que agora aguarda a decisão dos eleitores.

Ao avaliar a trajetória até as urnas, Milas destacou principalmente a estrutura partidária ainda recente e a exposição alcançada durante o período eleitoral. Segundo ele, a campanha permitiu apresentar posicionamentos que até então não havia levado a uma disputa estadual.

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“O trabalho foi bonito, a campanha foi limpa, tive a oportunidade de falar as coisas que eu sempre quis dizer a nível estadual e mostrar quem é quem, apresentar proposta também”, afirmou.

O candidato também classificou sua campanha como diferente das estruturas políticas tradicionais. Na avaliação de Milas, a ausência de grandes alianças e de padrinhos políticos deu maior liberdade para expor seus posicionamentos durante a disputa.

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“A campanha foi bem limpa, foi bacana, foi uma campanha diferente, moderna. Eu acho que ninguém estava esperando que ia ter um candidato que pudesse ter a liberdade e a transparência para falar o que pensa, sem conchavo, sem grandes alianças, sem padrinho político”, declarou.

Segundo Milas, a participação nas eleições também serviu para apresentar o Missão ao eleitorado de Mato Grosso. O candidato afirmou que a legenda busca se posicionar à direita, mas pretende concentrar sua atuação na apresentação de propostas, em vez de limitar o debate à polarização ideológica.

“A gente não está aqui para ficar apontando o dedo para o coleguinha e tentando falar que é comunista. A gente está aqui para falar de proposta para o Brasil”, disse.

Questionado sobre qual posição adotaria caso a disputa pelo Governo de Mato Grosso avance para uma segunda etapa e ele não esteja entre os dois candidatos, Milas disse que, pessoalmente, considera a possibilidade de permanecer neutro. A definição, entretanto, dependerá do comando partidário.

“Eu, por mim, ficaria neutro, mas eu vou aguardar a posição do partido”, afirmou.

Na mesma resposta, Milas utilizou termos duros ao estabelecer limites para eventuais alianças. As classificações foram feitas pelo próprio candidato e não foram acompanhadas, na entrevista, da indicação de pessoas específicas.

“Uma coisa bem clara: meu partido não apoia malandro e nem ladrão, nem corrupto. Então isso é bem claro, a dica está aí, né, para quem quiser entender”, declarou.

Ao ser questionado se a afirmação abrangia as eleições estadual e nacional, o candidato respondeu que sim e acrescentou críticas ao PL. Milas afirmou que o Missão possui divergências com a legenda e descartou, em sua avaliação pessoal, uma aproximação entre os grupos.

Apesar das declarações, ele ressaltou que seguirá a orientação oficial que vier a ser tomada pelo próprio partido.

Milas também foi questionado sobre os próximos passos após sua primeira candidatura. Presidente do Missão em Mato Grosso, ele evitou antecipar se disputará novamente algum cargo e afirmou que a decisão dependerá do desempenho eleitoral e das definições internas da legenda.

“Eu sou um homem de partido, eu sou presidente do Partido Missão aqui em Mato Grosso. Eu aceitei o convite do Renan Santos”, disse.

O candidato afirmou que poderá continuar contribuindo tanto em futuras candidaturas quanto nos bastidores partidários. Ele mencionou sua experiência como marqueteiro e analista político e declarou que permanecerá à disposição da legenda.

“Se achar que eu, como candidato, posso somar para o partido, ou eu como marqueteiro, que eu sempre fui, analista político, puder somar, ou para montar uma chapa bacana, estou à disposição também”, concluiu.