Conteúdo íntimo com subordinada e relato de assédio ampliam pressão sobre oficial preso por morte de policial militar
A investigação sobre a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana ganhou novos contornos e passou a envolver não apenas suspeitas sobre o crime, mas também a conduta do principal investigado dentro da corporação. Mensagens atribuídas ao tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto indicam que ele mantinha conversas de teor íntimo com uma policial subordinada meses antes do caso vir à tona.
O material, revelado pelo portal Metrópoles, mostra insistência do oficial em estabelecer um relacionamento amoroso, mesmo após a policial deixar claro que desejava apenas respeito e limites profissionais. As mensagens incluem declarações pessoais, convites e comentários considerados inadequados para o ambiente de trabalho.
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O episódio não ficou restrito ao campo informal. No último dia 30 de abril, a policial formalizou denúncia à Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo, relatando episódios de assédio sexual e moral dentro do batalhão. O caso abriu uma nova frente de apuração administrativa paralela ao inquérito criminal de feminicídio.
As revelações surgem em meio a uma investigação já cercada de controvérsias. O oficial está preso sob suspeita de envolvimento na morte da esposa, ocorrida em fevereiro, inicialmente tratada como suicídio, mas posteriormente enquadrada como possível feminicídio após inconsistências na versão apresentada.
Outro ponto que chama atenção é o comportamento do coronel após o episódio. De acordo com os registros obtidos, ele teria voltado a procurar a subordinada apenas um dia depois da morte de Gisele, com mensagens e tentativas de ligação.
Dias depois, novas mensagens foram enviadas por ele, desta vez tentando justificar sua versão sobre o ocorrido. O oficial afirma que estava no banho no momento em que a esposa teria efetuado o disparo, tese que segue sendo analisada pelas autoridades.
Com o avanço das investigações, o caso passa a reunir indícios que vão além do crime em si, levantando questionamentos sobre abuso de poder, conduta hierárquica e o ambiente interno da corporação.