Cotado para disputar o Senado, governador diz que pretende destacar resultados de sua gestão, mas afirma que responderá a ataques e ofensas direcionadas à sua família
Em meio às articulações para as eleições de 2026, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, sinalizou qual deverá ser o tom de sua eventual campanha ao Senado. Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de adotar uma postura mais combativa diante das críticas de adversários, o chefe do Executivo afirmou que pretende conduzir uma campanha baseada em propostas e resultados, mas deixou claro que não ficará em silêncio diante de ataques pessoais.
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Segundo Mauro, o debate político deve ser pautado por ideias e realizações, e não por tentativas de desconstrução da imagem de adversários. O governador lamentou o que classificou como a transformação da política em um ambiente de ataques eleitorais e criticou pessoas que, segundo ele, tiveram oportunidades de gestão e apresentaram poucos resultados, mas agora tentam desgastar a imagem de outros agentes públicos.
“Eu lamento muito que algumas pessoas tendem a fazer da política um ringue eleitoral. Mas é muito ruim também você ficar recebendo críticas, principalmente de pessoas que não têm qualificação, ou que tiveram a oportunidade de fazer e fizeram muito pouco, e que de repente voltam à cena tentando desconstruir a imagem de outras pessoas”, disse Mauro.
Ao comentar a estratégia para a disputa, Mendes afirmou que pretende apresentar aos eleitores as ações realizadas durante sua administração e utilizar esse histórico como base para defender novos projetos e propostas para o futuro.
“A campanha vai ser propositiva", afirmou.
Apesar do discurso voltado à apresentação de resultados, Mauro deixou claro que não pretende ignorar ataques considerados injustos. Segundo ele, não aceitará ataques contra sua honra, nem contra sua esposa e familiares, reforçando que estabelecerá limites entre o embate político e questões pessoais.
"Agora, eu não vou levar desaforo e não vou aceitar que ninguém faça ofensas pessoais a mim, à minha esposa e nem à minha família”, concluiu o governador.