Candidato ao Governo promete usar recursos recuperados para reduzir ICMS da energia, zerar IPVA de carros flex e criar benefício de R$ 200 para trabalhadores
O candidato ao Governo de Mato Grosso pelo Mobiliza, Maurício Coelho, colocou a revisão da política de incentivos fiscais entre os principais pontos de seu plano de governo para as eleições de 2026. A proposta apresentada pela campanha prevê revisar renúncias consideradas desnecessárias e utilizar parte dos recursos, segundo o plano, para reduzir custos da população e estimular a circulação de dinheiro no comércio dos municípios.
Uma das principais metas anunciadas é a recuperação de R$ 10 bilhões em renúncias fiscais. O candidato afirma que a medida não teria como objetivo simplesmente aumentar a arrecadação estadual, mas redirecionar os recursos para ações de redução de impostos, aumento do poder de compra e investimentos em áreas consideradas prioritárias.
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Entre as medidas previstas está a retirada do ICMS incidente sobre a energia elétrica. De acordo com o plano de governo, a desoneração poderia reduzir em aproximadamente 17% o valor das contas de luz, com impacto estimado em R$ 1 bilhão por ano para o Estado. A proposta faz parte da estratégia apresentada por Coelho para diminuir o peso dos tributos sobre o orçamento das famílias.
Outra iniciativa prevista é a desoneração do IPVA para veículos flex. O plano estima um custo anual de R$ 1,8 bilhão e prevê que o Governo de Mato Grosso compense integralmente os municípios pela parcela que deixaria de ser arrecadada com o imposto.
Na área de emprego e renda, Coelho propõe a criação do Cartão Trabalho. O programa concederia R$ 200 mensais a trabalhadores com carteira assinada que recebam até dois salários mínimos. O crédito teria utilização restrita ao comércio do município onde o beneficiário trabalha, com o objetivo de fazer o recurso circular na economia local.
Segundo as estimativas apresentadas no plano, o programa teria custo bruto anual de R$ 2,2 bilhões e poderia gerar R$ 3,5 bilhões em movimentação adicional no comércio por meio do chamado efeito multiplicador. Considerando o retorno esperado em arrecadação, o custo líquido calculado pela proposta seria de R$ 1,75 bilhão.
A estratégia econômica apresentada pelo candidato também prevê mudanças na política tributária para estimular a instalação de empresas em bairros novos e áreas periféricas, além de outras medidas voltadas à geração de renda e à atividade econômica.
Para a saúde, uma das propostas é o chamado “Choque de Hospitalidade”, que prevê a adoção de medidas voltadas ao acolhimento dos pacientes. O plano também contempla a ampliação e descentralização de exames, diagnósticos e procedimentos especializados, além de ações para ampliar o atendimento na rede pública.
A candidatura de Maurício Coelho tem como uma das principais bandeiras a revisão da aplicação dos recursos públicos e a criação de mecanismos que, segundo o candidato, permitam fazer parte dos recursos chegar diretamente à população por meio de redução de custos, aumento do consumo e estímulo à economia local.
Aos 32 anos, Coelho disputa pela primeira vez o Governo de Mato Grosso. Ele tem o médico Wagner Malheiros como candidato a vice-governador pelo Mobiliza. O plano de governo registrado para a disputa reúne propostas nas áreas econômica, social, de saúde, segurança, infraestrutura, educação e turismo.
Maurício Coelho também se apresenta como empresário e autor. Segundo o perfil divulgado por sua campanha, ele acumulou experiência profissional ligada a eleições e políticas públicas em diferentes regiões do país, além de ter atuado na área de comunicação. Ainda de acordo com a apresentação da candidatura, escreveu um livro sobre análise eleitoral e trabalhou com agentes públicos de diferentes níveis.
A campanha afirma que essa experiência é utilizada agora na elaboração de propostas para a administração estadual, tendo como eixo a revisão de políticas públicas e a aplicação dos recursos do Estado.