CENÁRIO POLÍTICO

Lula diz que presidente do TSE "não pode ter lado político"

Pedro Areal, Alice Groth do Metrópoles
· 1 min de leitura
Lula diz que presidente do TSE "não pode ter lado político"
Foto: Reprodução/ YouTube TV Metrópoles

Presidente participou de missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida e comentou decisões judiciais sobre o canal "Exército do Lula"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (12/10) que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, “não pode ter lado político”. A declaração do petista ocorreu após decisão em que o ministro acatou pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e determinou a derrubada do canal de WhatsApp “Exército do Lula”.

“Para ele [Nunes Marques] achar que ele tem que cortar [o canal de WhatsApp], tem que mostrar qual a ilegalidade que tem. O que não pode é o presidente da Suprema Corte eleitoral ter lado na política. O lado dele tem que ser o da igualdade de comportamento. Da igualdade de procedimento”, disse Lula, após participar de missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, no Alvorada.

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Lula acha que a Justiça eleitoral está “extrapolando em algumas decisões” contra sua campanha, em meio a determinações conflitantes.
“Acho que eles estão extrapolando em algumas decisões contra a minha campanha, isso é visível e já foi denunciado. Eu não vou criar só o Exército do Lula, eu vou criar o Exército, a marinha, a aeronáutica do Lula no WhatsApp”, declarou.

Ao determinar a suspensão do canal pró-Lula, Nunes Marques passou por cima de decisão de outro ministro da Corte, Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia dado prazo para que as partes apresentassem mais informações.

Posteriormente, Cueva determinou o restabelecimento do canal e que a decisão fosse submetida imediatamente ao plenário do TSE, na primeira sessão virtual disponível. O ministro também pediu análise urgente, “preferencialmente em até 24 horas”.

O presidente do TSE, Nunes Marques, deve se reunir com as campanhas de Flávio e Lula nesta terça (13/10), para tentar apaziguar os ânimos às vésperas do segundo turno das Eleições 2026.