REVIRAVOLTA NO CASO

Laudo descarta violência sexual contra bebê de 10 meses e aponta morte por asfixia no Ceará

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Laudo descarta violência sexual contra bebê de 10 meses e aponta morte por asfixia no Ceará
Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) e foto da bebê Helena Almeida, de 10 meses - Reprodução: Montagem

Perícia não encontrou vestígios de sêmen nem material genético dos investigados; Polícia Civil muda rumo das investigações

A investigação sobre a morte da bebê Helena Almeida, de apenas 10 meses, teve uma reviravolta nesta sexta-feira (17). O laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) concluiu que a criança não foi vítima de violência sexual e morreu em decorrência de asfixia mecânica indireta, alterando a principal linha de apuração do caso.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), os exames laboratoriais também descartaram a presença de álcool e drogas no organismo da bebê. Além disso, a perícia não identificou vestígios de sêmen nem material genético dos dois homens investigados no corpo da criança. O exame sexológico igualmente concluiu que não houve violência sexual.

A suspeita inicial de abuso sexual surgiu após um protocolo elaborado pela equipe médica do hospital particular onde a bebê foi atendida. O documento, assinado por profissionais da unidade, apontava uma laceração anal e levantava a hipótese de asfixia associada à violência sexual, informação que motivou a prisão em flagrante de dois homens, de 22 e 26 anos.

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Com a conclusão da perícia oficial, a Polícia Civil do Ceará informou que a investigação foi redirecionada. A hipótese de estupro foi descartada com base nos laudos periciais, e o foco das diligências passa a ser esclarecer as circunstâncias que provocaram a asfixia da criança.

Em nota, a SSPDS reforçou que o caso segue sob investigação pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), que dará continuidade às diligências para esclarecer a dinâmica dos fatos e eventual responsabilidade criminal.