ROMBO MILIONÁRIO

Justiça mantém ação contra ex-diretores da Unimed Cuiabá por suposto rombo de R$ 400 milhões

· 1 min de leitura
Justiça mantém ação contra ex-diretores da Unimed Cuiabá por suposto rombo de R$ 400 milhões
O ex-presidente da Unimed Rubens Carlos de Oliveira Júnior e o ex-assessores Jaqueline Proença Larrea Mees, Eroaldo de Oliveira e Ana Paula Parizotto (no detalhe)

Juiz rejeitou pedido de absolvição dos investigados e apontou indícios de manipulação contábil e envio de informações falsas à agência reguladora

A Justiça Federal decidiu manter o andamento da ação penal que investiga um suposto rombo de R$ 400 milhões na Unimed Cuiabá. Em decisão assinada na última terça-feira (19), o juiz federal Jeferson Schneider negou o pedido de absolvição sumária apresentado por ex-integrantes da diretoria da cooperativa e determinou o prosseguimento do processo.

Entre os investigados estão o ex-presidente Rubens Carlos de Oliveira Júnior, a ex-diretora administrativa financeira Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma, a ex-assessora jurídica Jaqueline Proença Larréa Mees, o ex-CEO Eroaldo de Oliveira, a ex-chefe de monitoramento Tatiana Gracielle Bassan Leite e a ex-superintendente administrativa financeira Ana Paula Parizotto.

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Federal, que aponta possíveis crimes de falsidade ideológica relacionados à suposta manipulação de demonstrativos contábeis e envio de informações falsas à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram  (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)

As defesas alegavam ausência de dolo, falta de provas e nulidades processuais para tentar encerrar o caso antes da fase de instrução. No entanto, o magistrado entendeu que os argumentos apresentados dependem de análise aprofundada durante o andamento da ação, com depoimentos, perícias e produção de provas.

Na decisão, o juiz destacou que a denúncia do MPF apresenta detalhes individualizados sobre a atuação de cada investigado no suposto esquema, afastando a tese de acusação genérica levantada pelas defesas.

O magistrado também apontou a existência de elementos técnicos e periciais já anexados ao processo que indicariam possíveis irregularidades deliberadas no controle contábil da cooperativa.

Com a decisão, o caso entra agora na fase de instrução processual, quando testemunhas serão ouvidas e novas provas analisadas antes do julgamento final.