Juiz rejeitou pedido de absolvição dos investigados e apontou indícios de manipulação contábil e envio de informações falsas à agência reguladora
A Justiça Federal decidiu manter o andamento da ação penal que investiga um suposto rombo de R$ 400 milhões na Unimed Cuiabá. Em decisão assinada na última terça-feira (19), o juiz federal Jeferson Schneider negou o pedido de absolvição sumária apresentado por ex-integrantes da diretoria da cooperativa e determinou o prosseguimento do processo.
Entre os investigados estão o ex-presidente Rubens Carlos de Oliveira Júnior, a ex-diretora administrativa financeira Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma, a ex-assessora jurídica Jaqueline Proença Larréa Mees, o ex-CEO Eroaldo de Oliveira, a ex-chefe de monitoramento Tatiana Gracielle Bassan Leite e a ex-superintendente administrativa financeira Ana Paula Parizotto.
A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Federal, que aponta possíveis crimes de falsidade ideológica relacionados à suposta manipulação de demonstrativos contábeis e envio de informações falsas à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
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As defesas alegavam ausência de dolo, falta de provas e nulidades processuais para tentar encerrar o caso antes da fase de instrução. No entanto, o magistrado entendeu que os argumentos apresentados dependem de análise aprofundada durante o andamento da ação, com depoimentos, perícias e produção de provas.
Na decisão, o juiz destacou que a denúncia do MPF apresenta detalhes individualizados sobre a atuação de cada investigado no suposto esquema, afastando a tese de acusação genérica levantada pelas defesas.
O magistrado também apontou a existência de elementos técnicos e periciais já anexados ao processo que indicariam possíveis irregularidades deliberadas no controle contábil da cooperativa.
Com a decisão, o caso entra agora na fase de instrução processual, quando testemunhas serão ouvidas e novas provas analisadas antes do julgamento final.