Everson da Rosa Teles, de 23 anos, estava desaparecido há mais de uma semana; três adolescentes foram apreendidos durante as investigações
A Polícia Civil de Mato Grosso (PC-MT) localizou na tarde desta quarta-feira (11) o corpo de Everson da Rosa Teles, de 23 anos, que estava desaparecido desde o dia 2 de junho, em Tabaporã (MT). O cadáver foi encontrado em uma lavoura de milho a cerca de 20 quilômetros da cidade, e as investigações apontam que a vítima foi morta por asfixia em uma possível ação de integrantes de uma facção criminosa.
O corpo foi localizado durante diligências realizadas pela Delegacia de Polícia Civil do município. Conforme os investigadores, o cadáver já estava em avançado estado de decomposição quando foi encontrado em meio à plantação.
As apurações apontam que o crime teria sido praticado em circunstâncias semelhantes às utilizadas por integrantes de organizações criminosas em julgamentos clandestinos. De acordo com a investigação, Everson teria sido atraído para uma residência por meio de uma emboscada.
No local, a vítima teria sido submetida a agressões antes de morrer por asfixia e estrangulamento. A Polícia Civil apura a participação de membros de uma facção criminosa no homicídio e investiga a possível atuação de lideranças do grupo na determinação da execução.
Após o assassinato, os suspeitos teriam transportado o corpo no porta-malas de um veículo até a área rural, onde o cadáver foi abandonado e ocultado em meio à lavoura.
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Informações obtidas pelo setor de inteligência auxiliaram os investigadores a localizar o corpo. Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Sinop foram acionadas para realizar os trabalhos periciais no local.
Durante as investigações, três adolescentes, de 15, 16 e 17 anos, foram apreendidos por atos infracionais análogos aos crimes de ocultação de cadáver e participação em organização criminosa. A Polícia Civil solicitou à Justiça a internação provisória dos menores.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames de necropsia. O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que trabalha para identificar todos os envolvidos e esclarecer a motivação do crime.