OPERAÇÃO 777

Influenciador investigado pelo Jogo do Tigrinho fecha acordo de R$ 100 mil com MP em MT

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Influenciador investigado pelo Jogo do Tigrinho fecha acordo de R$ 100 mil com MP em MT
Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Victor Vinicius deverá pagar indenização em cinco parcelas após homologação judicial do acordo

O influenciador digital Victor Vinicius de Freitas Gonçalves Silva, investigado na Operação 777 por suspeita de promover plataformas ilegais de apostas e rifas nas redes sociais, teve a ação penal contra ele extinta após a Justiça de Mato Grosso homologar um acordo firmado com o Ministério Público Estadual (MPE). Para encerrar o processo, ele assumiu o compromisso de pagar R$ 100 mil a título de reparação por danos morais coletivos.

A decisão foi proferida pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e publicada nesta quarta-feira (21).

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Conforme as condições estabelecidas, o montante será dividido em cinco prestações mensais de R$ 20 mil. Durante o período de cumprimento da obrigação financeira, Victor também deverá se apresentar a cada dois meses ao Juízo da Execução Penal de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, para atualizar seu endereço e prestar informações sobre suas atividades.

A homologação do acordo resultou na extinção da ação penal em relação ao influenciador, sem alcançar automaticamente os demais investigados.

Victor ganhou visibilidade nas redes sociais ao compartilhar viagens internacionais, veículos importados e outros elementos de uma rotina de alto padrão. Com um perfil que ultrapassava 30 mil seguidores, ele também promovia o Fortune Tiger, plataforma popularmente conhecida como Jogo do Tigrinho.

Segundo a acusação, as publicações relacionavam o estilo de vida exibido pelo influenciador a supostos lucros obtidos em apostas virtuais. A estratégia, na avaliação do Ministério Público, buscava despertar o interesse dos seguidores e convencê-los a participar dos jogos anunciados.

Os investigadores sustentaram que a exposição de bens de luxo, acompanhada de promessas ou sugestões de ganhos financeiros rápidos, era utilizada para conferir credibilidade às plataformas divulgadas.

A apuração também identificou a participação de Victor na administração da empresa Victor777 Serviços Ltda., constituída em outubro de 2023. Embora registrada para atividades de produção e promoção de eventos esportivos, a pessoa jurídica teria sido utilizada, conforme a acusação, para dar suporte financeiro e operacional à divulgação dos sites de apostas.

A Operação 777 foi desencadeada pela Polícia Civil em 2024, após investigações sobre a atuação de influenciadores de Mato Grosso e São Paulo na publicidade de jogos de azar e rifas consideradas ilegais.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo investigado teria movimentado aproximadamente R$ 12,8 milhões somente nos primeiros seis meses daquele ano.

Além de Victor, a investigação alcançou Bruno Fabiano Marques de França, Gabriel Ferreira de Oliveira, Carlos Henrique Morgado Rodrigues, Cristiane de Freitas Gonçalves Silva, Nicolas Guilherme de Freitas Gonçalves Silva e Sandra Regina Ferreira.

As apurações indicaram que parte dos envolvidos utilizava perfis nas redes sociais para divulgar frequentemente novas plataformas de apostas, incentivando a adesão de seguidores.

No decorrer da investigação, a Justiça autorizou medidas destinadas a interromper as atividades suspeitas, incluindo a suspensão das operações econômicas e dos registros no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) de nove empresas relacionadas aos investigados e a pessoas físicas da China.

Também foi determinado o bloqueio de sete perfis nas plataformas Instagram e Facebook.

Entre as restrições impostas aos investigados estavam a entrega de passaportes, a proibição de deixar o território nacional e o impedimento de continuar promovendo jogos de azar ilegais.

Com a homologação do acordo, Victor deixa de responder à ação penal mencionada na decisão, permanecendo sujeito às obrigações financeiras e de comparecimento previstas no ajuste.