"É UM GANHO DE TEMPO"

Hospital Central é a 1ª unidade do SUS em MT a realizar a chamada congelação intraoperatória

· 3 min de leitura
Hospital Central é a 1ª unidade do SUS em MT a realizar a chamada congelação intraoperatória

Com presença de patologista no centro cirúrgico, cirurgias de retirada do tumor, reconstrução e simetrização da mama ocorrem ao mesmo momento

Pacientes que passam por cirurgias de mastologia para retirada de tumor no Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso terminam o procedimento já com a reconstrução e a simetrização da mama, além do resultado da avaliação patológica por congelação imediata. Isso é possível porque no centro cirúrgico da unidade há um patologista, profissional responsável pela congelação intraoperatória, técnica que avalia a extensão do tumor no momento da retirada.

O procedimento determina os passos seguintes, como a necessidade de esvaziar linfonodos da axila atingidos pelo câncer, permitindo que a cirurgia plástica reparadora seja feita na mesma ocasião.

“O Hospital Central é a primeira unidade do Sistema Único de Saúde no Estado a realizar a chamada congelação intraoperatória com o patologista dentro do centro cirúrgico. A congelação das margens e do linfonodo permite avaliar, durante a cirurgia, se há sinais de tumor nas bordas do tecido retirado e se existe comprometimento dos gânglios da axila. Isso ajuda a equipe médica a tomar decisões mais precisas no mesmo procedimento, podendo evitar uma segunda cirurgia. Assim, torna o tratamento mais seguro, eficiente e individualizado. Também fazemos a parte reparadora no mesmo procedimento. É um ganho de tempo, qualidade no tratamento e recuperação da autoestima”, explica a mastologista Melissa Lins, responsável técnica pela linha cirúrgica.

Administrado pelo Einstein Hospital Israelita, o Hospital Central oferece cuidado completo em mastologia com tecnologia especializada, do ambulatório ao pós-operatório. A unidade também faz o devido encaminhamento de pacientes para etapas complementares, como a quimioterapia, para outras unidades do SUS em Mato Grosso.

O fluxo de atendimento começa no encaminhamento das pacientes pela Central Estadual de Regulação. Na primeira consulta, ocorre a triagem para avaliar se o caso é oncológico cirúrgico. Confirmada a necessidade de cirurgia, todo o processo pré-operatório, com exames especializados, é realizado: mamografia, ultrassonografia, ressonância magnética, core biópsia por ultrassonografia, imuno-histoquímica, dentre outros.

A mamografia do Hospital Central foi implantada no fim de setembro. Desde então, foram feitos 385 exames até 15 de outubro. Já as cirurgias de mastologia iniciaram em junho e, até o último dia 15, chegaram a 60. A equipe do setor inclui três mastologistas, um radiologista mamário, um patologista e os profissionais da enfermagem.

A especialista destaca outros dois serviços da linha de cuidado: o atendimento pós-operatório especializado e as cirurgias reparadoras de pacientes com gigantomastia em casos não oncológicos, desde que apresentem laudo ortopédico de alteração funcional.

“O suporte médico é contínuo, com as equipes clínica e cirúrgica trabalhando juntas. Além disso, o hospital oferece enfermagem especializada em curativos, que a paciente troca semanalmente durante o primeiro mês após a cirurgia”, acrescenta Melissa.

M. C. S., moradora de Colniza (1.057 km de Cuiabá), tratou um câncer de mama no Hospital Central. Durante o procedimento de retirada do tumor, fez a reconstrução e as cirurgias simetrizadora e redutora. “Fiz os exames no hospital e me avisaram que iria fazer a cirurgia para retirar o tumor e reconstruir a mama. Também fiz a de redução, porque sou bariátrica e tinha as mamas grandes”.

M. havia percebido um caroço na mama no final de agosto e fez uma ultrassonografia em unidade de saúde de sua região. Foi quando recebeu um pedido de realização de biópsia e o encaminhamento para o Hospital Central. Entre a suspeita do diagnóstico e a realização da cirurgia, foram cerca de 20 dias.

“Praticamente no mesmo dia fiz todos os exames no hospital, e as cirurgias correram bem, todas juntas. Esse hospital é fora de base. Graças a Deus, estou bem. Todas as pessoas que estão lá falam a mesma coisa, que o atendimento é rápido, resolve o problema da gente”, pontua a paciente um mês depois de realizar os procedimentos.

O Outubro Rosa é o mês de conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama para o melhor desfecho do tratamento. “A Saúde de Mato Grosso tem no Hospital Central uma unidade preparada para somar nessa luta contra o câncer de mama, ofertando medicina diagnóstica com todos os exames necessários, além de uma linha cirúrgica pronta para realizar a intervenção adequada”, reforça a diretora da unidade, Alessandra Bokor.

Sobre o Einstein

O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina, segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela revista Newsweek em parceria com a empresa de dados Statista Inc. Com sede em São Paulo, a organização, fundada em 1955, é referência em assistência, pesquisa, inovação e ensino, com base na responsabilidade social. Há 25 anos, atua no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da gestão de unidades públicas - que contemplam, hoje, além de hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Residência Terapêutica, de atenção ambulatorial especializada e de urgência e emergência - e da execução de projetos por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).