Mandados são cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande, Mirassol D’Oeste e no Litoral Sul de São Paulo
Uma investigação sobre a circulação de dinheiro supostamente ligado ao tráfico de drogas desencadeou, nesta quinta-feira (8), uma série de prisões, buscas e bloqueios financeiros em Mato Grosso e São Paulo. A ofensiva da Polícia Civil mira suspeitos de integrar um esquema que teria recorrido inclusive a pessoas e empresas para movimentar e esconder recursos.
São 26 medidas judiciais executadas na Operação Fio. O pacote inclui cinco prisões preventivas, nove buscas e apreensões e 12 determinações para restrição de patrimônio. Os alvos estão distribuídos por Cuiabá, Várzea Grande, Mirassol D’Oeste e municípios do Litoral Sul paulista.
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O caso começou a ser aprofundado pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), que passou a acompanhar não apenas a possível atuação dos investigados no comércio de entorpecentes, mas também o fluxo financeiro relacionado ao grupo.
Vídeo: PJC
A análise feita pelos investigadores apontou movimentações de valores que, em alguns casos, não corresponderiam à situação econômica declarada pelos suspeitos. Também surgiram indícios de utilização de terceiros e de pessoas jurídicas para fazer o dinheiro circular e dificultar a identificação de sua origem.
Com base no material reunido, o Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, Polo Cuiabá, autorizou as medidas cumpridas nesta quinta-feira.
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A estratégia policial também busca retirar capacidade financeira do grupo investigado. Por isso, a Justiça estabeleceu bloqueios específicos para cada alvo. Há casos em que todos os ativos encontrados poderão ser indisponibilizados, enquanto outros possuem um teto previamente determinado.
Entre os limites individualizados, os montantes giram em torno de R$ 300 mil e podem chegar a R$ 1,4 milhão para um único investigado. A intenção é preservar recursos que eventualmente tenham relação com os crimes e impedir que o patrimônio seja transferido ou ocultado durante a investigação.
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Um episódio ocorrido anteriormente em Várzea Grande também entrou no radar da apuração. Um dos alvos teria sobrevivido a um atentado dentro de um hotel, quando homens armados invadiram o estabelecimento e dispararam várias vezes em sua direção.
Apesar dos tiros, o investigado não foi atingido. Depois do ataque, ele teria deixado a região de Cuiabá. Os investigadores ainda tentam determinar se a tentativa de homicídio possui alguma conexão com o tráfico ou com os demais fatos descobertos no inquérito.
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As diligências desta quinta-feira mobilizam equipes da Polícia Civil dos dois estados. Em Mato Grosso, participam, além da Denarc, a Delegacia de Mirassol D’Oeste e a Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor). Em São Paulo, há apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo/Santos.
Celulares, documentos e outros materiais eventualmente recolhidos nos endereços passarão por análise. A Polícia Civil pretende utilizar as novas provas para detalhar a atuação dos suspeitos, identificar o destino dos valores movimentados e verificar a existência de outros participantes.
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Os investigados são apurados por suspeitas de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. O inquérito permanece em andamento.
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