Para a vice-governadora, as urnas mostram uma mudança de comportamento do eleitor e representam um recado aos políticos tradicionais.
Gisela Simona avaliou os resultados das Eleições 2026 em Mato Grosso como um sinal de mudança no comportamento do eleitor e afirmou que nomes ligados ao que classificou como “velha política” estão perdendo espaço no Estado. Durante a apuração deste domingo (4), ela também atribuiu o desempenho de Otaviano Pivetta nas urnas ao contato direto com a população durante a campanha.
Ao acompanhar a atualização dos resultados ao lado de aliados, Gisela afirmou que a população estaria demonstrando nas urnas insatisfação com antigas práticas políticas e cobrando uma mudança na atuação dos representantes.
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“O povo está entendendo o que está acontecendo no Brasil. O povo quer mudanças reais na forma de fazer política. Quem está fazendo certo ficou, quem está fazendo errado, a urna, o povo... Eu digo que hoje é o dia do povo falar e o povo está falando. O povo não quer mais a velha política”, declarou.
Vídeo: Daniel Brustolon, do FTN Brasil
Para Gisela, Mato Grosso estaria entre os estados onde esse movimento ficou mais evidente a partir dos resultados apresentados neste domingo.
“Mato Grosso é um dos estados do Brasil que a gente está vendo isso. Está sendo varrida a velha política”, afirmou.
Questionada se acredita que determinados nomes tradicionais possam perder definitivamente espaço caso não acompanhem essa mudança, ela foi enfática: “Sem chance de volta”.
Durante a apuração, Gisela também fez uma videochamada para a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti. O contato ocorreu enquanto o grupo acompanhava a evolução dos números das urnas e repercutia o cenário eleitoral em Mato Grosso.
Vídeo: Daniel Brustolon, do FTN Brasil
A conversa entre as duas integrou o momento de acompanhamento dos resultados, com Gisela compartilhando por videochamada a movimentação no local onde acompanhava a apuração.
Ao falar sobre o desempenho de Pivetta, Gisela relacionou os números alcançados pelo candidato à estratégia adotada durante a campanha, marcada, segundo ela, pela aproximação direta com os eleitores.
“É um trabalho de rua, é um trabalho olho no olho, é um aperto de mão, é estar falando a verdade para o povo. O povo não quer mais o tapinha nas costas na política, de alguém que fala tudo no período de eleição, mas já sabe que não consegue cumprir”, disse.
Gisela também defendeu a postura adotada por Pivetta durante os debates e compromissos eleitorais. Segundo ela, o candidato procurou apresentar propostas que considerava possíveis de serem executadas.
“Pivetta foi muito transparente o tempo todo, em todos os debates, falando aquilo que é possível ser feito por Mato Grosso. Então é uma política séria, uma política de verdade”, declarou.
Na avaliação de Gisela, a política tem impacto principalmente sobre a parcela da população que mais depende dos serviços públicos e, por isso, a atuação dos representantes não deve ficar restrita ao período eleitoral.
Ela ainda afirmou que o projeto político defendido pelo grupo não estaria concentrado em interesses individuais.
“A gente está junto por um projeto que não é por Pivetta, não é por Gisele, é por Mato Grosso”, concluiu.