FUTURO EM ABERTO

Gisela não descarta assumir secretaria, mas deixa decisão nas mãos de Pivetta

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Gisela não descarta assumir secretaria, mas deixa decisão nas mãos de Pivetta
A vice-governadora, Gisela Simona - Foto: Reprodução /Redes Sociais

Definição sobre eventual secretaria deverá ocorrer após o segundo turno presidencial, quando começarão os trabalhos de transição

A possibilidade de assumir uma secretaria no governo de Otaviano Pivetta (Republicanos) continua em aberto para a vice-governadora eleita Gisela Simona (União Brasil). Embora tenha defendido uma participação ativa no Executivo durante a campanha, ela afirmou que não existe acordo para ocupar outra função além da vice-governadoria e que sua atuação será definida em conjunto com o governador.

Em entrevista ao programa Roda de Entrevista, Gisela explicou que a prioridade será conhecer a situação administrativa do Estado antes de discutir a distribuição de responsabilidades. Para isso, participará de uma comissão de transição, prevista para iniciar os trabalhos após o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.

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A equipe deverá examinar o funcionamento das secretarias, os resultados alcançados e os setores que precisam de ajustes. Esse diagnóstico servirá de base para as decisões sobre a estrutura administrativa e a participação da vice-governadora na próxima etapa da gestão.

Segundo Gisela, o objetivo é permitir que Pivetta estabeleça suas próprias prioridades, mesmo após ter participado da administração de Mauro Mendes (União Brasil).

"O que nós combinamos, sendo muito transparente, é que nós vamos, logo que terminar o segundo turno, ter a comissão de transição. Nós sabemos que foi um governo construído pelo Mauro Mendes, junto do Pivetta, mas na condição de vice. Agora para fazer esse governo com a cara dele, a gente precisa dessa transição dentro de um contexto de conhecer os números atuais, não só aquilo que está dando certo em cada secretaria, mas aquilo que eventualmente não está bom e diante desse levantamento, que vou estar junto a essa comissão, é que a gente vai definir onde a gente pode ser mais importante para a governança", declarou.

A indefinição ocorre após Gisela conquistar a vice-governadoria, cargo que voltará a ser ocupado por uma mulher em Mato Grosso depois de aproximadamente duas décadas.

Sua entrada na disputa eleitoral aconteceu durante uma mudança na composição da chapa. Inicialmente, o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) era considerado para a vaga, mas acabou sendo alvo de uma operação da Polícia Federal. Diante das medidas cautelares impostas ao parlamentar, Pivetta escolheu Gisela para disputar o cargo.

Apesar de ter sinalizado, durante a campanha, que pretendia exercer protagonismo na administração estadual, a vice-governadora eleita não considera indispensável assumir uma secretaria para participar das decisões do Executivo.

Como exemplo, mencionou a trajetória de Pivetta, que permaneceu aproximadamente sete anos e meio na vice-governadoria durante a administração de Mauro Mendes, sem precisar comandar uma pasta para participar da gestão.

"Isso a gente vai construir juntos diante desse levantamento que a gente vai fazer. O Pivetta foi um excelente vice-governador sem assumir [uma secretaria]. São perfis diferentes. As vezes pode ser que diante da transição e diante do que a gente observar, pode ser que seja necessário, mas não tem nada construído ainda", afirmou.

Assim, a possibilidade de Gisela acumular a vice-governadoria com outra função dependerá das necessidades identificadas durante a reorganização administrativa. Até o momento, não existe definição sobre eventual secretaria ou atribuição adicional.