A discussão ganhou ainda mais força quando Galvan levou para o debate a promessa de “picanha” e o discurso sobre o combate à fome
O debate entre os candidatos ao Senado por Mato Grosso teve um dos momentos mais acalorados quando Antônio Galvan (Avante) e Carlos Fávaro (PSD) trocaram provocações durante o confronto realizado pela TV Vila Real, nesta quinta-feira (17). O embate passou por emendas parlamentares, recursos destinados aos municípios e até pela discussão sobre o combate à fome no país.
Galvan aproveitou sua participação para questionar Fávaro sobre os números apresentados pelo senador a respeito de recursos destinados a Mato Grosso. O candidato do Avante cobrou comprovações sobre a afirmação de que o parlamentar teria viabilizado cerca de 400 ambulâncias e R$ 5 bilhões em emendas.
Na sequência, Galvan também levou para o debate a declaração atribuída ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o Brasil ter deixado novamente o chamado Mapa da Fome. Em tom irônico, fez referência à promessa de melhora no poder de compra da população associada à expressão “picanha”.
Fávaro respondeu às provocações e defendeu as informações relacionadas ao combate à fome. O senador afirmou que os dados utilizados pelo governo têm como origem levantamentos da Organização das Nações Unidas e aproveitou o momento para fazer uma crítica à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, mencionando o retorno do Brasil ao Mapa da Fome durante aquele período.
O confronto entre os dois candidatos não parou na discussão sobre os números. Em outro momento do debate, Galvan voltou a direcionar questionamentos a Fávaro sobre a atuação do governo federal e os resultados das políticas públicas.
A troca de acusações ocorreu em um debate marcado pela ausência de Mauro Mendes (União) e Janaina Riva (MDB). Com os dois candidatos fora do confronto, os demais postulantes aproveitaram o espaço para apresentar propostas e também direcionar críticas aos adversários que não participaram.