Prefeita afirmou que não pode garantir a manutenção dos empregos e voltou a responsabilizar o presidente da Câmara pelo agravamento da crise financeira
Depois de semanas responsabilizando terceiros pela crise financeira de Várzea Grande, a prefeita Flávia Moretti (PL) agora admite que a conta pode chegar ao funcionalismo. Em meio ao impasse envolvendo os precatórios, a gestora não descartou promover demissões e voltou a direcionar as críticas ao presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), a quem atribui o travamento de projetos considerados essenciais para aliviar as finanças da Prefeitura.
A declaração foi feita nesta terça-feira (28), logo após a instalação de uma mesa técnica no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). Em tom emocionado, Moretti afirmou que o município vive um colapso financeiro provocado pelos bloqueios judiciais e reconheceu que medidas mais duras podem ser inevitáveis.
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Segundo a prefeita, a administração tem sobrevivido à base de escolhas difíceis para manter a máquina pública funcionando. Ela afirmou que, nos últimos meses, precisou decidir entre cumprir decisões judiciais ou garantir serviços básicos à população.
“Há alguns meses, eu tinha que escolher entre pagar o precatório, pagar o salário ou pagar o remédio para o Pronto-Socorro. Então, a gente tem toda uma situação dentro do município em que precisa fazer um equilíbrio financeiro”, declarou.
Se antes o discurso era de buscar soluções, agora a incerteza domina o cenário. Questionada sobre quais providências poderão ser tomadas caso os bloqueios continuem, Flávia foi categórica: “Pode ocorrer tudo”.
A resposta abriu espaço para uma nova pergunta: haveria garantia de que os servidores não seriam dispensados? A prefeita preferiu não assumir qualquer compromisso e evitou assegurar que demissões estão fora do radar da administração.
Enquanto tenta negociar uma saída para a crise, Moretti insiste que a Prefeitura não consegue cumprir o pagamento dos precatórios sem sacrificar outras áreas da gestão. A aposta da administração é que a mesa técnica instalada pelo TCE consiga construir uma alternativa que permita quitar a dívida judicial sem paralisar os serviços públicos.
O grupo de trabalho reúne representantes da Prefeitura de Várzea Grande, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Até que uma solução seja encontrada, porém, o único recado dado pela prefeita é que nenhuma