AUMENTO DE 15%

Fábio Garcia questiona momento de reajuste do Bolsa Família: "Teria que ser feito antes"

· 2 min de leitura
Fábio Garcia questiona momento de reajuste do Bolsa Família: "Teria que ser feito antes"
Foto: Reprodução / RepórterMT

Deputado reconhece alta do custo de vida, mas questiona momento escolhido pelo governo para corrigir benefício

O deputado federal Fábio Garcia (União), candidato à reeleição, afirmou que considera necessária a atualização dos valores do Bolsa Família, mas questionou a decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de promover o reajuste próximo às eleições.

Na avaliação do parlamentar, a perda do poder de compra provocada pelo aumento do custo de vida justifica uma correção no benefício destinado às famílias de baixa renda. A ressalva feita por Garcia está relacionada ao período escolhido para colocar a medida em prática.

Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram  (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)

“Eu defendo que o reajuste aconteça antes, muito antes do período eleitoral. Mas há que se reconhecer que o custo de vida do brasileiro cresceu muito, subiu muito, e a vida está custando muito caro no Brasil”, afirmou.

A declaração foi dada durante o evento político “Arrancada Pra Vitória”, promovido na última semana, no bairro CPA, em Cuiabá, pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição.

Ao comentar o programa social, Fábio Garcia também destacou a importância do Bolsa Família para pessoas em situação de vulnerabilidade e voltou a defender que a atualização dos valores deveria ter ocorrido anteriormente.

“O Bolsa Família é um programa importante do nosso país, para aquelas pessoas que precisam de uma renda para sobreviver e subsistência. O reajuste teria que ser feito antes. Óbvio que o custo de vida no Brasil, do brasileiro, cresceu muito, então a gente perdeu o poder de compra, todos os brasileiros perderam o poder de compra”, disse.

O reajuste foi oficializado pelo governo federal em 17 de setembro e estabeleceu correção de 15,04% nos benefícios. Com a mudança, o valor mínimo garantido por família passa de R$ 600 para R$ 691 a partir da folha de outubro. O benefício médio estimado, por sua vez, sobe de R$ 675 para R$ 777.

Segundo o governo federal, o percentual corresponde à variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto deste ano e tem como objetivo preservar o poder de compra dos beneficiários.

A proximidade da medida com o primeiro turno provocou questionamentos políticos. Em decisão divulgada em 18 de setembro, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), considerou que a correção não viola a legislação eleitoral, por se tratar de atualização dos valores de um programa já existente, sem mudança nos critérios de elegibilidade ou ampliação do universo de beneficiários.