Margareth Buzetti reage a Galvan e dispara: “Não vou me acostumar com isso”
A senadora e candidata ao Senado por Mato Grosso, Margareth Buzetti (PP), reagiu duramente à declaração do candidato Antônio Galvan, durante debate eleitoral, após ele defender que estupradores deveriam ter direito a uma “segunda chance”.
Margareth não participou do debate porque estava retornando de uma agenda no interior do Estado. Após assistir ao trecho da discussão, publicou um posicionamento nas redes sociais e também criticou o silêncio dos demais candidatos que estavam presentes.
“Não sei o que é pior. Um candidato ao Senado dizendo, com todas as letras, que estuprador merece uma segunda chance. Ou todos os outros ficarem em silêncio. Nenhum deles abriu a boca para defender as mulheres”, afirmou.
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Para a senadora, a discussão sobre violência sexual deve priorizar as vítimas, que enfrentam consequências mesmo após o crime.
“A minha preocupação é dar chance para a vítima viver em paz, não dar segunda chance para quem destrói uma vida. Mulher assassinada, mulher violentada, criança abusada. É para elas que o Estado precisa olhar primeiro”, declarou.
Buzetti cita atuação no Senado
Margareth também relacionou a declaração de Galvan à sua atuação no Congresso Nacional. Ela citou a Lei nº 15.035/2024, originada de projeto de sua autoria, que ampliou o acesso público a informações de pessoas condenadas em primeira instância por crimes sexuais e criou o Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais.
“A família tem o direito de saber quem está perto dos seus filhos. Eu não fui para o Senado passar a mão na cabeça de criminoso. Fui para mudar a lei”, afirmou.
A legislação permite a consulta pública ao nome completo e ao CPF de condenados em primeira instância por crimes como estupro e estupro de vulnerável. Em 2025, o Congresso manteve o veto presidencial ao trecho que previa a permanência dos dados por dez anos após o cumprimento integral da pena.
Crítica aos adversários
Ao final do posicionamento, a candidata voltou a cobrar os adversários que acompanharam a declaração durante o debate.
“Ficar calado diante disso também é uma escolha. Eles escolheram calar. Eu não me calo. E não vou me acostumar com isso, achar que é normal”, concluiu.
A manifestação ocorre em meio à disputa pelas duas vagas de Mato Grosso ao Senado nas eleições de 2026.