CASO GRAVE DE BULLYING

Criança de 11 anos sofre perseguição e é obrigada a comer fezes de cachorro no RJ

· 2 min de leitura
Criança de 11 anos sofre perseguição e é obrigada a comer fezes de cachorro no RJ

Um caso grave de violência envolvendo bullying contra uma criança de 11 anos está sendo investigado pela Polícia Civil e gerou forte indignação na região metropolitana do Rio de Janeiro.

A vítima teria sido submetida a uma situação extrema de humilhação dentro de um condomínio em São Gonçalo, onde foi coagida por adolescentes durante uma ação que também foi registrada e compartilhada nas redes sociais.

Conforme as investigações da Polícia Civil, o episódio teria sido motivado por ciúmes envolvendo um garoto, segundo depoimento prestado pela adolescente apontada como responsável.

Mesmo demonstrando resistência e pedindo para que a ação fosse interrompida, a criança continuou sendo intimidada por outras envolvidas, em um ambiente de pressão e constrangimento coletivo.

De acordo com a avó da vítima, a criança foi levada por um grupo de adolescentes a uma área de mata e obrigada a ingerir fezes de cachorro.

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A ação teria sido filmada e compartilhada entre colegas na última segunda-feira (30). No vídeo, uma jovem de 14 anos aparece incentivando o ato, enquanto a vítima reage: “Para, não, não quero”.

Após o episódio, a menina ligou em desespero para a avó pedindo ajuda. "Vó, me tira daqui. Vamos sair daqui, vamos sair daqui", disse.

A familiar contou que precisou insistir até que a neta revelasse o ocorrido, ainda abalada e com a roupa suja. A suspeita é de que a situação tenha sido premeditada, já que outras crianças relataram que o grupo considerava a vítima “bobinha”.

Segundo a avó, houve ameaça e violência: "Levaram um saco com fezes até esse lugar e, ao chegarem lá, deram uma escolha: ou ela apanhava com pedradas ou comia as fezes."

A Polícia Civil já concluiu a investigação inicial e deve encaminhar o caso ao Ministério Público, que será responsável por avaliar as medidas cabíveis.

Por se tratar de menores de idade, o caso não segue o modelo de responsabilização criminal aplicado a adultos, mas pode resultar em medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.