TUDO PELO SEGUNDO TURNO

Coronel Fernanda coloca eleição de Flávio Bolsonaro como "prioridade número zero"

· 3 min de leitura
Coronel Fernanda coloca eleição de Flávio Bolsonaro como "prioridade número zero"
A deputada federal ,Coronel Fernanda - Foto: Reprodução / Victor Ostetti

Deputada pretende mobilizar a estrutura responsável por sua votação recorde para tentar elevar o desempenho do presidenciável no Estado

Depois de conquistar 205 mil votos e garantir mais um mandato na Câmara Federal, Coronel Fernanda (PL) pretende direcionar sua estrutura política para a campanha presidencial. A deputada afirmou que, até o segundo turno, outras discussões sobre seu futuro político ou sobre as prioridades do próximo mandato ficarão em segundo plano.

A parlamentar estabeleceu um objetivo ambicioso para Mato Grosso: elevar para até 80% a votação de Flávio Bolsonaro (PL) no Estado. Para isso, pretende colocar novamente em campo a equipe que trabalhou em sua reeleição e participar das definições nacionais do partido para a reta final da disputa.

Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram  (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)

“Não, eu quero que ele ganhe como eu ganhei, de forma estrondosa, revolucionária, histórica, e pra isso eu tenho que focar e trabalhar mais ainda, me dedicar 24 horas pra que ele seja surpreendido pelo Estado de Mato Grosso. Eu quero chegar aqui a 80% dos votos em favor dele”, afirmou.

Fernanda chegou ao segundo turno fortalecida pelo resultado obtido nas urnas. Os 205 mil votos, equivalentes a 10,77% dos válidos, representaram um salto em relação à eleição de 2022, quando havia recebido cerca de 60 mil votos.

Ela atribuiu o crescimento eleitoral à atuação durante os quatro anos de mandato e disse que pretende manter as bandeiras que já vinha defendendo, entre elas o agronegócio, a regularização fundiária, a proteção às mulheres e mudanças na Previdência.

Por enquanto, porém, a deputada afirma que essas agendas não ocuparão o centro de suas articulações.

“A primeira prioridade este ano ainda é a eleição do Flávio, e as outras coisas, pra mim, só vou tratar depois da eleição dele, que é a prioridade número 1, não, número 0, e eu tenho que estar focada somente nesse momento na eleição dele”, declarou.

A disputa presidencial também foi associada por Fernanda à possibilidade de mudanças na relação entre os Poderes. Ao abordar o Supremo Tribunal Federal (STF), ela defendeu alterar o modelo atual de permanência dos ministros na Corte e sugeriu um mandato com prazo determinado.

Na avaliação da parlamentar, oito anos seriam suficientes para o exercício da função. Ela também se mostrou favorável a mudanças na forma de escolha dos integrantes do Supremo, embora tenha defendido que a discussão seja aprofundada somente depois das eleições.

“Eu acredito que ele poderia ser o mesmo tempo que o de um senador, 8 anos, no máximo, poderia ser até de um deputado federal 4 anos, só que 4 anos você não consegue tempo suficiente para finalizar um processo judicial infelizmente ainda é muito moroso no nosso país, então eu acho que 8 anos é o tempo máximo”, disse.

Fernanda também foi questionada sobre eventuais processos de impeachment contra integrantes do STF. Ela afirmou esperar que iniciativas dessa natureza possam avançar, mas ponderou que o cenário dependerá da composição e das articulações políticas no Senado.

Nesse contexto, voltou a colocar a eleição presidencial como peça central para o avanço das pautas defendidas pelo seu grupo político.

“Eu preciso que o presidente nosso seja eleito para ele exigir, cobrar e saber as artimanhas que ele vai precisar colocar lá para que as pautas que a gente precisa colocar em plenário aconteçam”, afirmou.

No cenário estadual, a deputada também fez críticas ao desempenho do próprio partido nas eleições. Ao analisar a derrota de Wellington Fagundes (PL) na corrida pelo Governo de Mato Grosso, rejeitou atribuir o resultado exclusivamente ao candidato e afirmou que a legenda foi alvo de deslealdade.

“O Wellington não, o PL foi traído, não é o Wellington. Ele, também como eu, é representante do partido, mas o partido foi traído e eu acho que a gente tem que repensar o partido no Estado de Mato Grosso e dizer que se eu não sou leal com o partido, quem dirá com a população”, declarou.

Apesar das divergências registradas durante a campanha estadual, Fernanda sinalizou que pretende manter diálogo com o governador eleito Otaviano Pivetta (Republicanos). Ela lembrou que foi procurada anteriormente por Pivetta em busca de apoio, mas decidiu permanecer com o projeto eleitoral apresentado pelo PL.

A deputada também afirmou estar à disposição para discutir propostas de interesse de Mato Grosso e citou a vice-governadora eleita Gisela Simona (União Brasil), sua colega na Câmara dos Deputados.

Entre as demandas que pretende levar ao debate nacional depois das eleições estão a pavimentação de rodovias federais, especialmente nas regiões do Araguaia e Noroeste, a regularização de terras, a titulação de famílias assentadas pelo Incra, o marco temporal e políticas de enfrentamento à violência contra mulheres e crianças.

Fernanda também defendeu uma reformulação da Previdência Social. Para ela, o sistema previdenciário deveria concentrar os recursos destinados aos trabalhadores, enquanto políticas de caráter assistencial deveriam ser tratadas separadamente.

Mesmo diante da votação que ampliou seu peso político no Estado, a parlamentar evitou antecipar eventual disputa pelo comando estadual do PL ou seu papel nas próximas eleições municipais. Segundo ela, essas definições terão de esperar.

Até a conclusão do segundo turno, afirmou, sua estrutura política estará direcionada para a campanha presidencial.