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Com medo do STF, vereadores correm para mudar regras da eleição da Mesa Diretora em Cuiabá

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Com medo do STF, vereadores correm para mudar regras da eleição da Mesa Diretora em Cuiabá

Duas propostas disputam espaço na Câmara após a anulação da eleição da Mesa de Várzea Grande; nos bastidores, a sucessão já movimenta alianças e articulações

O fantasma da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou a eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande chegou ao Legislativo cuiabano. Com a sucessão da presidência da Casa já em curso nos bastidores, vereadores passaram a disputar qual será a nova data da eleição do segundo biênio da atual legislatura, numa movimentação que mistura preocupação jurídica e articulação política.

O alerta acendeu no Legislativo cuiabano após o STF derrubar a eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande. A Suprema Corte considerou que a votação foi realizada cedo demais, muito distante do início do mandato, criando um precedente que agora assombra vereadores preocupados em evitar uma futura judicialização da disputa pelo comando da Casa.

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Atualmente, duas propostas tramitam na Câmara de Cuiabá. Uma, de autoria do vereador Mário Nadaf (PL), estabelece a realização da eleição em 5 de novembro. A outra, apresentada pela vereadora Maysa Leão (Republicanos), antecipa o pleito para 1º de outubro. O objetivo declarado é evitar questionamentos judiciais semelhantes aos que provocaram a anulação da eleição em Várzea Grande.

O tema dominou as discussões do Colégio de Líderes nesta segunda-feira (22) e expôs uma disputa que vai muito além do calendário. Nos corredores da Câmara, a definição da data é vista como peça estratégica na batalha pelo controle da Mesa Diretora, responsável por comandar o Legislativo nos dois últimos anos do mandato.

Enquanto os vereadores falam em segurança jurídica, nos bastidores o clima já é de campanha. A proposta de Maysa ganhou adesão de parlamentares independentes e da oposição, ampliando a disputa sobre qual modelo deve prevalecer.

A preocupação oficial é blindar a futura eleição contra ações judiciais. A preocupação política, porém, é outra: garantir que o jogo seja disputado sob regras que favoreçam a construção das alianças necessárias para chegar ao comando da Câmara.