Segundo o delegado Artur Dian, investigação começou há sete anos após coleta de material descartado em penitenciária e resultou no bloqueio de R$ 327 milhões
A prisão da influenciadora Deolane Bezerra durante a Operação Vérnix teve origem em uma investigação iniciada há cerca de sete anos, após a descoberta de materiais descartados em um esgoto de penitenciária em São Paulo.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, os investigadores encontraram documentos e bilhetes que abriram caminho para identificar um casal suspeito e, posteriormente, uma rede considerada estruturada para lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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De acordo com Dian, a partir da análise do material recolhido foram instaurados três inquéritos policiais que permitiram rastrear conexões financeiras, operadores e pessoas ligadas ao grupo investigado. Ele afirmou ainda que o esquema teria estrutura familiar e envolvimento de supostos empresários.
A operação, realizada pelo Ministério Público de São Paulo em conjunto com a Polícia Civil, resultou em seis prisões, 17 mandados de busca e apreensão, dezenas de veículos apreendidos e bloqueio de aproximadamente R$ 327 milhões em bens e contas.
Segundo as autoridades, o grupo utilizaria empresas de fachada, incluindo uma transportadora de cargas, para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa e dificultar o rastreamento financeiro. A investigação segue em andamento.
Prisão mantida
A influenciadora teve a prisão preventiva mantida após passar por audiência de custódia virtual na tarde desta quinta-feira (21), realizada pela Vara das Garantias de Osasco, em São Paulo.
A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Segundo o órgão, a audiência analisou possíveis irregularidades no cumprimento do mandado de prisão, mas nenhuma ilegalidade foi identificada.
Antes de ser encaminhada ao sistema prisional, Deolane deixou o Palácio da Polícia sob escolta policial.