MISTÉRIO EM VÁRZEA GRANDE

Bebê encontrada morta em lixeira tinha cordão umbilical e sinais de lesões, diz DHPP

· 2 min de leitura
Bebê encontrada morta em lixeira tinha cordão umbilical e sinais de lesões, diz DHPP
Reprodução

Um bebê do sexo feminino, com desenvolvimento estimado em cerca de 30 a 35 semanas de gestação, foi encontrado morto dentro da lixeira de um condomínio em Várzea Grande, na manhã desta quinta-feira (23). A criança estava dentro de uma caixa, enrolada em um saco plástico e ainda com o cordão umbilical. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O corpo foi localizado por trabalhadores responsáveis pela coleta de lixo do residencial. Segundo as informações da Polícia Civil, um dos funcionários percebeu um saco plástico contendo uma caixa e, ao verificar o material, encontrou o bebê. Na expectativa de que ainda pudesse haver possibilidade de sobrevivência, ele acionou as equipes de emergência, mas a morte foi constatada no próprio local.

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Durante os primeiros levantamentos, foram identificadas lesões aparentes, incluindo uma luxação em um dos braços e uma má-formação na região da cabeça. Conforme o delegado Rogério Gomes, da DHPP, a deformidade pode ter sido provocada durante o parto, hipótese que ainda será analisada pelos exames periciais.

A área foi isolada para o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O corpo e os materiais recolhidos deverão passar por exames que poderão esclarecer as circunstâncias da morte e determinar se a criança nasceu com vida ou já estava sem sinais vitais no momento do parto.

A Polícia Civil também iniciou a análise das imagens das câmeras de segurança do condomínio. Como a lixeira fica localizada na área interna do residencial, a principal linha de investigação, neste momento, é de que o descarte tenha sido feito por alguém que tinha acesso ao local. A polícia, porém, trata essa hipótese como preliminar.

Investigadores também devem ouvir moradores e verificar informações sobre possíveis gestantes que residiam no condomínio. Exames em materiais recolhidos poderão ainda buscar vestígios de DNA que ajudem na identificação da pessoa responsável pelo descarte.

O delegado Rogério Gomes explicou que a definição da eventual responsabilização criminal dependerá dos resultados dos exames e da apuração das circunstâncias do caso. Entre as hipóteses investigadas estão a possibilidade de aborto e outros crimes relacionados ao descarte do corpo, conforme o que for esclarecido pela perícia e pela investigação.

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Vídeo: Reprodução/Estadão Mato Grosso

As investigações continuam para identificar quem deixou o bebê na lixeira e esclarecer as circunstâncias da morte.