FRAUDE NO AGRO

"Associação criminosa adulterava fertilizantes durante transporte", revela delegado

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"Associação criminosa adulterava fertilizantes durante transporte", revela delegado

Operação Estéril cumpriu mandados no Paraná e investiga esquema criminoso de alteração de cargas durante transporte para propriedades rurais mato-grossenses

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (13), a Operação Estéril, que investiga um esquema criminoso de adulteração de fertilizantes destinados a propriedades rurais do estado. A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis e cumpriu três mandados de busca e apreensão no município de Curitiba, no Paraná.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Fábio Nahas Pereira dos Santos, a investigação busca aprofundar informações sobre a atuação de uma associação criminosa especializada na fraude de cargas de fertilizantes durante o trajeto logístico entre o fornecedor e o destino final.

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De acordo com o delegado, as apurações começaram em fevereiro deste ano após a prisão em flagrante de um motorista em Rondonópolis. Durante as diligências, os investigadores identificaram que a carga transportada havia saído do Porto de Paranaguá e teria sido adulterada na região metropolitana de Curitiba antes de seguir para Mato Grosso.

“Essa operação visa reunir novos elementos de informação sobre essa associação criminosa e identificar outros envolvidos no esquema”, afirmou o delegado durante coletiva.

As investigações apontam que as cargas adulteradas envolviam sulfato de amônio, fertilizante amplamente utilizado no agronegócio. Conforme a polícia, a alteração do produto compromete diretamente a produtividade das lavouras, causando prejuízos financeiros aos produtores rurais.

O nome da operação, “Estéril”, faz referência justamente à perda de eficiência do fertilizante adulterado. Segundo Fábio Nahas, quando o produto fraudado é aplicado nas plantações, ele não entrega o resultado esperado por conta das modificações realizadas pelos criminosos.

Além da identificação de outros participantes do grupo, a Polícia Civil também investiga a possibilidade de que o esquema tenha ramificações em outros estados brasileiros. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá.