Governador eleito não especificou quantos cargos poderão ser atingidos nem quais secretarias passarão por alterações
O governador eleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que pretende promover uma reestruturação administrativa para diminuir os gastos públicos e tornar a gestão estadual menos burocrática. Durante entrevista concedida na quarta-feira (21), ele também foi questionado sobre a possibilidade de desligamento de servidores efetivos e não apresentou uma justificativa específica para a adoção dessa medida em vez da redução de cargos comissionados.
Ao ser confrontado com o questionamento sobre os motivos de uma eventual redução no quadro de concursados, enquanto servidores nomeados para cargos de confiança poderiam ser dispensados, Pivetta não esclareceu quais critérios seriam utilizados. Em resposta, afirmou que consideraria a sugestão de priorizar os comissionados.
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"Bom, a tua sugestão nós vamos acatar", declarou.
Na sequência, o governador eleito foi novamente questionado sobre a possibilidade de um programa de desligamento voluntário de servidores efetivos, mas evitou confirmar se a medida está incluída no planejamento.
"Eu não vou falar de demissão, não", respondeu.
Apesar de não detalhar possíveis cortes no funcionalismo, Pivetta sinalizou que mudanças na composição da estrutura administrativa poderão ocorrer.
"Algumas pessoas serão desconvidadas, talvez", acrescentou.
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O governador eleito não informou quantos cargos poderão ser atingidos nem esclareceu se eventuais desligamentos envolverão servidores efetivos, comissionados ou ambos. Também não confirmou a criação de um programa de desligamento voluntário.
As mudanças fazem parte de um plano de reorganização da administração estadual que está sendo elaborado por aproximadamente dez técnicos de carreira. Segundo Pivetta, a vice-governadora eleita, Gisela Simona, também participa do grupo responsável pelos estudos.
A expectativa é que as propostas sejam apresentadas até o final da próxima semana. Entre os pontos analisados estão a redução de despesas, a modernização dos sistemas administrativos, a simplificação de procedimentos e a revisão da estrutura de gestão.
"Nós precisamos adequar a nossa máquina pública à capacidade e à disposição que o nosso povo tem de sustentar o Estado. Nós temos que diminuir o peso do Estado sobre o lombo do trabalhador. E nós faremos isso", afirmou.
Embora tenha defendido a diminuição do tamanho da máquina pública, Pivetta ressaltou que a reforma não necessariamente resultará na extinção ou fusão de secretarias.
Segundo ele, alterações que apenas reduzem a quantidade de pastas, mas preservam os mesmos gastos e o número de funcionários, não representam uma economia efetiva.
"É possível que a gente mantenha o número de secretarias, mas com um organograma mais vertical, com menos burocracia, menos gente, trabalhar mais com os quadros do Estado, que já são de carreira", explicou.
O governador eleito também defendeu maior aproveitamento dos servidores concursados, afirmando que Mato Grosso possui profissionais qualificados que poderiam ocupar funções atualmente desempenhadas por outros integrantes da administração.
Além da reorganização administrativa, Pivetta anunciou que pretende revisar a responsabilidade do Estado sobre aproximadamente 12 mil quilômetros de rodovias.
De acordo com ele, diversos trechos foram incorporados à malha estadual ao longo dos anos por decisões políticas, embora nunca tenham recebido manutenção efetiva do governo.
A proposta em elaboração prevê devolver essas estradas à administração municipal, acompanhadas de parte dos recursos destinados à conservação rodoviária.
"Nós estamos eliminando essa mentira, devolvendo para os municípios cada um as suas cobrinhas, e vamos repassar também parte do recurso que é destinado à manutenção rodoviária, para que os municípios tenham autonomia para cuidar das suas estradinhas", declarou.
Pivetta também mencionou a intenção de simplificar a transferência de recursos estaduais às prefeituras, adotando mecanismos de repasse fundo a fundo.
As medidas ainda dependem da conclusão dos estudos técnicos. O governador eleito não apresentou um cronograma de implementação nem detalhou os impactos financeiros esperados com a reestruturação.