Prefeito afirma que trabalhará com qualquer um dos dois caso seja eleito para comandar Mato Grosso
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), manteve em sigilo sua escolha para o Governo de Mato Grosso ao ser questionado, neste domingo (4), se votaria no senador Wellington Fagundes (PL) ou em Otaviano Pivetta (Republicanos). Mesmo pertencendo ao mesmo partido de Wellington, o prefeito não declarou apoio ao correligionário durante a entrevista.
A resposta ocorreu quando Abilio foi perguntado sobre qual dos dois nomes seria mais favorável à administração de Cuiabá durante a segunda metade de seu mandato. Em vez de apontar uma preferência, ele afirmou que pretende manter uma relação institucional com o próximo governador, independentemente de quem seja eleito.
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“Qualquer que for o governador, será bom para o município de Cuiabá e nós vamos trabalhar junto com qualquer governador que seja”, declarou.
A insistência sobre seu voto não mudou a posição do prefeito. Questionado diretamente se sua escolha para governador seria o número 22, de Wellington, ou 10, de Pivetta, Abilio respondeu apenas que não votaria no número 13.
“Sabe que o voto é secreto, 13 que não vai ser. Bom, valeu”, respondeu, encerrando o assunto sem revelar sua opção.
A postura ocorre após uma campanha em que Wellington enfrentou resistência de integrantes identificados com a ala mais próxima do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os motivos apresentados por críticos do candidato estiveram alianças políticas mantidas por ele no passado com governos petistas.
Além da disputa pelo Governo, Abilio fez uma avaliação do processo eleitoral de 2026 e apontou uma mudança na maneira como candidatos e eleitores participaram da campanha. Para o prefeito, as redes sociais ganharam espaço enquanto a mobilização presencial perdeu força.
“Essa foi uma eleição muito atípica. Ainda não acabou, acredito que em alguns lugares teremos o segundo turno. Não sei se teremos a nível nacional e estadual, mas eu acredito que foi uma campanha muito atípica”, afirmou.
Outro ponto criticado pelo prefeito foi a utilização de publicidade eleitoral nas vias públicas da Capital. Abilio citou especificamente os chamados wind banners e defendeu que as regras relacionadas ao material sejam reavaliadas pela Justiça Eleitoral.
“Poucas pessoas nas ruas, uma poluição visual gigantesca com aqueles wind banners. Espero que a Justiça Eleitoral reveja a situação dessa publicidade eleitoral na cidade, porque acaba prejudicando a imagem da cidade”, disse.
Na avaliação do prefeito, o peso assumido pelas redes sociais durante a campanha também poderá ser observado na comparação entre pesquisas eleitorais e o resultado das urnas. Ele argumentou que boa parte dos levantamentos é realizada presencialmente, enquanto parcela significativa da mobilização eleitoral ocorreu no ambiente digital.
“Mas que a gente teve uma campanha um pouco mais virtual. E acredito que esse resultado mais virtual deve aparecer nas urnas, os pontos. Porque a pesquisa, a maioria das pesquisas que a gente vê, elas são presenciais. Enquanto a maioria dos resultados da campanha são virtuais. Então vai ser uma disputa agora entre o virtual, a campanha virtual e a campanha pessoal”, afirmou.