REARRANJO POLÍTICO

Abilio anuncia que pode deixar Prefeitura por 20 dias para fazer campanha da esposa

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Abilio anuncia que pode deixar Prefeitura por 20 dias para fazer campanha da esposa
O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini, que quer a esposa Samantha Iris na AL - Foto:

Prefeito afirma que poderá se afastar por até 20 dias para percorrer Mato Grosso ao lado da esposa, pré-candidata à Assembleia Legislativa

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), confirmou que avalia se afastar temporariamente do comando da Prefeitura durante o período eleitoral deste ano para se dedicar à campanha da esposa, a vereadora Samantha Iris (PL), que deve disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Segundo o prefeito, a licença poderá durar entre uma e três semanas, dependendo do cenário político e da necessidade de conciliar as atividades administrativas com a participação na campanha da parlamentar.

“Existe essa possibilidade de eu sair por uma ou duas semanas, 15 ou 20 dias, em um momento mais importante para acompanhar a Samantha pelo Estado e ajudar na campanha”, afirmou.

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Abilio explicou que a decisão ainda dependerá da avaliação sobre a rotina da administração municipal durante o período eleitoral. Caso não seja possível conciliar a agenda institucional com as atividades políticas, ele disse que outro integrante da linha sucessória deverá assumir temporariamente a Prefeitura.

“Se eu conseguir compatibilizar as funções da Prefeitura com a política, tudo bem. Caso contrário, alguém terá que conduzir a gestão para que eu possa exercer essa atividade sem causar prejuízo ao município”, declarou.

Pela ordem constitucional, a primeira opção para assumir o cargo durante uma eventual licença seria a vice-prefeita Vânia Rosa (MDB). Porém, a possibilidade enfrenta um impasse eleitoral.

Vânia também é pré-candidata a deputada estadual e, conforme a legislação eleitoral, assumir a Prefeitura, mesmo que temporariamente, pode gerar impedimento para disputar a eleição deste ano.

Nos bastidores, a tendência é que a vice-prefeita preserve o projeto eleitoral e não assuma o comando do Executivo. Nesse cenário, a responsabilidade pela Prefeitura passaria para a presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL).

A possibilidade de Vânia não assumir também ocorre em meio ao desgaste político entre ela e o prefeito. Desde o início da atual gestão, os dois passaram a divergir publicamente sobre posicionamentos políticos e decisões relacionadas à administração municipal.

Abilio chegou a criticar a mudança de alinhamento político da vice-prefeita e afirmou que ela atualmente não representa os mesmos valores que, segundo ele, motivaram sua escolha para compor a chapa vencedora em 2024.

O prefeito também citou a filiação de Vânia ao MDB, partido liderado em Mato Grosso pela deputada estadual Janaina Riva, que integra um grupo político adversário ao de Abilio.

“Se eu soubesse antes que ela era aliada da Janaina Riva, provavelmente não teria escolhido ela para ser vice”, declarou.

Abilio ainda mencionou divergências relacionadas a pautas ideológicas e afirmou que esperava uma atuação mais alinhada com os valores defendidos durante a campanha eleitoral.