"A CONVENÇÃO É SOBERANA"

Júlio Campos cobra decisão do União Brasil sobre candidatura de Jayme ao Governo de MT

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Júlio Campos cobra decisão do União Brasil sobre candidatura de Jayme ao Governo de MT
Deputado estadual Júlio Campos na Convenção estadual do União Brasil - Foto: Daniel Brustolon, do FTN Brasil

Júlio Campos afirma que, até o início da convenção, apenas o nome de Jayme Campos foi apresentado para o Governo e defende que os 50 convencionais tenham a palavra final

O União Brasil de Mato Grosso realiza nesta quinta-feira (30) sua convenção estadual, em Cuiabá, em meio a uma das mais importantes decisões internas da legenda para as eleições de 2026. O encontro começa às 11h, no Anfiteatro Adão Flores, no Espaço CDL, e terá como principal discussão a definição do caminho do partido na disputa pelo Governo do Estado.

Durante entrevista coletiva antes do início da convenção, o deputado estadual Júlio Campos afirmou que, dentro do prazo estabelecido, a única candidatura majoritária apresentada formalmente para o Palácio Paiaguás é a do senador Jayme Campos. Para o Senado, segundo ele, também foi apresentada a candidatura do ex-governador Mauro Mendes.

A disputa coloca, de um lado, o projeto de candidatura própria do União Brasil com Jayme Campos e, de outro, a possibilidade de a legenda apoiar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), movimento defendido por Mauro Mendes.

Júlio defende decisão dos convencionais

Júlio Campos afirmou que qualquer definição sobre uma eventual aliança precisa passar pela convenção e destacou que, até o momento de sua manifestação, não havia sido apresentada formalmente nenhuma proposta de coligação por outra legenda.

Segundo o deputado, apenas um dos convencionais teria manifestado, no pedido de registro de sua candidatura, o desejo de que o União Brasil não lançasse nome próprio ao Governo e optasse por apoiar outro partido.

“Hoje, os 50 membros do partido é que vão decidir. A convenção é a soberana”, afirmou Júlio.

A declaração ocorre em meio à expectativa sobre a possibilidade de uma votação que coloque diretamente em confronto a candidatura de Jayme Campos e a tese de apoio a Pivetta. Informações divulgadas antes da convenção apontavam que a votação deverá ser secreta entre os convencionais, com as alternativas de candidatura própria, apoio a Pivetta ou abstenção.

Chapa proporcional já está definida

Além da disputa pelo Governo e Senado, a convenção também deverá formalizar as chapas proporcionais do União Brasil e do Progressistas, que integram a Federação União Progressista.

Segundo Júlio, a composição prevê cinco nomes indicados pelo União Brasil para a disputa de deputado federal e quatro pelo Progressistas.

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Para deputado estadual, a divisão apresentada pelo parlamentar prevê 15 candidatos do União Brasil e outros 10 indicados pelo Progressistas.

A definição das chapas ocorre em um cenário no qual as duas legendas precisam conciliar seus projetos eleitorais dentro da federação.

Para Júlio Campos, a convenção representa o momento em que os filiados com direito a voto deverão definir os rumos do partido.

O deputado também questionou a possibilidade de uma eventual aliança que não tenha sido formalizada dentro dos procedimentos partidários previstos.

“Não temos proposta de coligação concreta. Apenas um convencional manifestou, no seu pedido de registro, que gostaria que o partido fizesse a coligação com outro partido”, afirmou.

A expectativa é que a decisão tomada pelos convencionais estabeleça a posição do União Brasil para a disputa majoritária. Mesmo após a definição interna da legenda, contudo, a composição da Federação União Progressista poderá ter participação nas decisões eleitorais posteriores.

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Vídeo: Daniel Brustolon, do FTN Brasil