Na manhã desta sexta-feira (21), um segurança particular, de 30 anos, que trabalha na sede de vistoria da 5ª Ciretran, em Várzea Grande, entrou em surto psicológico e ameaçou tirar a própria vida. Segundo o Tenente-Coronel Nogueira, comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, a equipe recebeu a informação via rádio sobre a situação, isolou o local e iniciou a negociação com o segurança.
Conforme relato do tenente-coronel, havia trabalhadores e até adolescentes jogando bola nas proximidades, e todos foram retirados para garantir a segurança do perímetro. No interior da sala, o vigilante já havia efetuado dois disparos, sendo um deles minutos antes da chegada da guarnição, o que levantou a suspeita de um possível ato de autoextermínio.
Nogueira relatou que foi ele quem fez a aproximação inicial, conduzindo o primeiro contato direto com o vigilante. Durante a aproximação, Nogueira estabeleceu contato direto com o vigilante e iniciou o diálogo. O vigilante demonstrava grande instabilidade emocional, alternando momentos de calma e exaltação. Por diversas vezes, chegou a apontar a arma para a própria cabeça, afirmando que iria se autoexecutar.
"Comecei um diálogo com ele. Já começamos a observar o cenário. Por volta de umas três vezes, ele colocou a arma na cabeça, alegando que ia se auto-executar. Nesse momento, a gente, em conversa com ele, tentou acalmar, informar que havia outros meios para sair daquela situação", disse o comandante.
Durante a conversa, o vigilante revelou estar abalado emocionalmente após o término do relacionamento há cinco meses. Ele relatou que a ex-companheira já estaria com outra pessoa e que, desde então, tem buscado ajuda, sem sucesso. Inclusive, afirmou que na manhã desta sexta-feira voltou a pedir apoio, mas novamente ninguém o auxiliou.
"Ele relata que separou da mulher cinco meses, que a mulher já está com outro, e que ele pede ajuda e ninguém ajuda ele. E que, inclusive, hoje de manhã, ele pediu ajuda e ninguém ajuda."
Após alguns momentos críticos, o vigilante chegou a guardar a arma no coldre, permitindo a transição da negociação para a equipe especializada do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que agora conduz o diálogo.
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O local permanece totalmente isolado. Equipes do SAMU, Corpo de Bombeiros, Força Tática, Raio do 2º Comando Regional e Polícia Militar seguem no local, garantindo a segurança interna e externa.
O caso ainda está em andamento e novas informações serão divulgadas assim que confirmadas.