EM VÁRZEA GRANDE

Vigilância Sanitária intensifica fiscalização após caso suspeito de intoxicação por metanol

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Vigilância Sanitária intensifica fiscalização após caso suspeito de intoxicação por metanol
Foto: André Luis

A Vigilância Sanitária de Várzea Grande iniciou uma investigação para rastrear a origem da bebida alcoólica supostamente responsável por causar a intoxicação de um jovem de 24 anos, internado em estado grave em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Cuiabá, na última quinta-feira (16). O caso levanta a suspeita de contaminação por metanol, substância altamente tóxica e potencialmente letal.

A Vigilância Epidemiológica do município coletou amostras de sangue do paciente, que foram encaminhadas ao Laboratório Central do Estado (Lacen-MT). O resultado da análise deve ser divulgado nos próximos dias e poderá confirmar se houve ingestão de metanol.

Enquanto isso, equipes da Vigilância Sanitária realizam uma série de fiscalizações em bares, distribuidoras e outros pontos de venda, com o objetivo de localizar e apreender bebidas adulteradas.

Segundo informações apuradas, o jovem deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Ipase, em Várzea Grande, na manhã da última quinta-feira. Ele apresentava sintomas como visão turva, confusão mental, dor abdominal, sonolência e vômitos, que começaram três dias após ter ingerido uísque durante um encontro com amigos na região do Parque do Lago.

Diante do agravamento do quadro clínico, o paciente foi transferido para o Pronto-Socorro de Cuiabá, onde permanece internado sob cuidados intensivos.

O superintendente de Vigilância Sanitária do município, Carlos Valladares, alerta para os riscos do consumo de bebidas de procedência duvidosa. “Produtos vendidos a preços muito abaixo do mercado, sem rótulo aprovado ou sem lacre original, podem representar grande perigo à saúde. É essencial comprar apenas de estabelecimentos regularizados”, reforçou.

A Prefeitura de Várzea Grande informou que as ações de fiscalização devem continuar, em conjunto com a Polícia Civil e a Guarda Municipal, para combater a comercialização e fabricação de bebidas sem origem comprovada.