"MANOBRA"

Viagem da prefeita adia oitiva na CPI dos Uniformes e amplia tensão política em Várzea Grande

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Viagem da prefeita adia oitiva na CPI dos Uniformes e amplia tensão política em Várzea Grande
Reprodução: Montagem

A audiência da prefeita Flávia Moretti (PL) na CPI dos Uniformes, que investiga o suposto uso de propaganda institucional em uniformes da rede municipal de ensino, foi adiada após a gestora informar que estaria fora do município em compromisso institucional. A oitiva, que ocorreria nesta quarta-feira (21), foi remarcada para o dia 19 de fevereiro, às 8h, na Câmara Municipal.

O adiamento, solicitado pela própria prefeita e autorizado pela Comissão Processante, gerou críticas nos bastidores políticos. Vereadores contrários à gestão avaliam que a ausência reforça a percepção de que a chefe do Executivo estaria evitando o confronto direto com a comissão responsável pela investigação, que pode resultar até na cassação do mandato, caso irregularidades sejam comprovadas.

A CPI foi instaurada a partir de denúncia apresentada por um morador do município, que aponta possíveis falhas na aquisição dos uniformes escolares e a inclusão de elementos considerados como promoção institucional, como o uso do slogan da atual gestão, “Transparência, Trabalho e Progresso”. A abertura da comissão foi aprovada por 17 vereadores.

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Em sua primeira manifestação pública após a Câmara de Várzea Grande votar pela abertura da comissão, a prefeita afirmou desconhecer o conteúdo da denúncia e garantiu não temer o processo. Flávia declarou à imprensa, em novembro do ano passado, que ainda não havia tido acesso ao teor da acusação e que se empenharia para apresentar uma defesa consistente.

“Eu não fui notificada ainda da abertura da Comissão, não tenho o teor dela [denúncia]. Se é exagero ou não, não vou falar. Os vereadores são livres, a Câmara vai fazer o papel dela e nós vamos fazer nossa defesa. Eu não tenho o inteiro teor do processo. Não tenho medo de processos. Nós temos o devido respeito aos trâmites processuais e faremos uma excelente defesa”, declarou a prefeita durante a inauguração da nova Unidade de Coleta de Sangue Davi Almeida Franco, no bairro Cristo Rei.

O caso se desenvolve em meio ao acirramento político entre a prefeita e o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB). Flávia Moretti já declarou publicamente que a comissão teria motivação política e seria uma tentativa de retirá-la do cargo “no tapetão”.

A Câmara Municipal rebate as acusações e sustenta que o processo segue rigorosamente o devido processo legal, assegurando ampla defesa e contraditório. A Comissão Processante é presidida pelo vereador Sardinha (MDB), tem Carlinhos Figueiredo (Republicanos) como relator e Enfermeiro Emerson (PP) como membro.

Em nota oficial, a Secretaria da Comissão Processante informou que o pedido de adiamento foi analisado e deferido, com a audiência redesignada para fevereiro, quando a prefeita deverá prestar esclarecimentos aos parlamentares.