O vereador Diego Gomes Vieira (PRD), de Praia Grande, São Paulo, é investigado pela Polícia Civil sob suspeita de oferecer dinheiro e presentes a dois adolescentes, de 15 e 16 anos, em troca de favores sexuais. A denúncia foi registrada em boletim de ocorrência pelos responsáveis dos menores.
De acordo com a Polícia Civil, os pais de vítimas procuraram a delegacia e mostraram aos investigadores capturas de tela dos celulares com as conversas com o parlamentar.
Há registro de boletim de ocorrência de dois adolescentes, um de 16 anos e outro de 15 anos. A advogada das vítimas Mayra Solani acredita, porém, que outros garotos tenham sido abordados pelo vereador.
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Já a defesa de Diego nega o crime e diz que a denúncia é “caluniosa” e adotará medidas para preservar a “honra e imagem do vereador”.
Em nota, o advogado Marco Antonio da Silva, responsável pela defesa do vereador, afirmou que até o momento não teve acesso formal ao conteúdo das denúncias e que o parlamentar não foi oficialmente notificado.
"Tio da creche"
Conhecido como “tio da creche”, Diego Vieira trabalhou por oito anos em uma escola de educação infantil e, segundo relatos, tinha fácil aproximação com os jovens, sendo descrito como carismático e engraçado.
Segundo a investigação, ele teria oferecido aos adolescentes ingressos para shows e presentes de interesse dos garotos, como chuteiras de futebol, além de quantias em dinheiro, há registros de ofertas de R$ 50 e R$ 200, em conversas com teor sexual ocorridas pelas redes sociais. Há ainda suspeitas de que o parlamentar tenha participado de um show do grupo Sorriso Maroto na companhia de menores de idade.
De acordo com a PC, o parlamentar enviava as mensagens pelo Instagram no modo de “visualização única”, recurso que faz as mensagens desaparecerem após serem lidas. Para registrar as conversas como prova, os adolescentes precisaram gravar a tela do celular.
Algumas das mensagens apresentavam teor sexual explícito e ofereciam dinheiro em troca de atos íntimos, incluindo situações que indicariam pagamento por sexo oral. Em um dos casos, o vereador teria enviado uma foto de conteúdo sexual na tentativa de convencer o adolescente a enviar imagem semelhante.
O caso segue sob investigação.