OPERAÇÃO DATAR

Tribunal de Justiça mantém prisão de acusado de fornecer armas e munições a facção criminosa

· 1 min de leitura
Tribunal de Justiça mantém prisão de acusado de fornecer armas e munições a facção criminosa

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve a prisão preventiva de Jackson Luiz Caye, apontado como fornecedor de munições para uma organização criminosa com atuação interestadual. A decisão é da desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, da Terceira Câmara Criminal, que rejeitou o pedido de habeas corpus nesta terça-feira (25).

Jackson, vendedor de suplementos e assistente de instrutor de academia, está detido no Presídio Masculino de Ponta Porã (MS). Ele é investigado nas operações Guns e Datar, que apuram tráfico de armas, lavagem de dinheiro e movimentações superiores a R$ 185 milhões.

A defesa alegou falta de contemporaneidade na nova prisão, afirmando que o único indício recente seria um depósito de R$ 620 feito em abril, e pediu substituição por medidas cautelares.

O TJ, porém, considerou robustos os elementos obtidos em conversas encontradas no celular de outro investigado, que tratavam da venda de munições calibre .38, preços, logística e pagamentos via PIX para contas ligadas a Jackson. Os diálogos ocorreram entre dezembro de 2023 e abril de 2024, indicando continuidade das atividades ilícitas.

A magistrada também ressaltou que Jackson foi preso novamente em agosto na Operação Datar, por lavagem de capitais e associação para o tráfico, o que reforça a atualidade dos fatos. Para o Tribunal, o cumprimento de medidas cautelares em outro processo não impede nova prisão preventiva quando há fundamentos legais.

Com o habeas corpus negado, Jackson Luiz Caye segue preso enquanto avançam as investigações das operações Guns e Datar.