FACÇÃO NO GARIMPO

Trabalhadores são torturados por facção criminosa após suspeita de furto de ouro em garimpo

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Trabalhadores são torturados por facção criminosa após suspeita de furto de ouro em garimpo

Na noite desta segunda-feira (8), três trabalhadores, de 29, 30 e 32 anos, do garimpo Cururu, na região de Pontes e Lacerda, Mato Grosso, foram brutalmente torturados após serem acusados de envolvimento no furto de ouro. As vítmas foram encontrados gravemente feridos às margens da estrada do Sararé, onde teriam sido abandonados depois das agressões.

De acordo com o boletim de ocorrência, o resgate ocorreu pouco antes da meia-noite, quando o Corpo de Bombeiros solicitou apoio da Polícia Militar para acessar a área, considerada de alto risco. Um sitiante que trafegava pela estrada avistou os feridos caídos no chão e decidiu socorrê-los por conta própria, levando-os na carroceria de sua caminhonete até um ponto onde pudesse encontrar ajuda. Temendo retaliação, ele preferiu não se identificar.

A equipe militar encontrou o socorrista próximo à ponte do Sararé e acompanhou o atendimento inicial realizado pelos bombeiros. As vítimas apresentavam lesões profundas, queimaduras e claros indícios de tortura. Elas foram encaminhadas ao hospital da região.

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Já na unidade de saúde, um dos homens relatou que o grupo passou a ser agredido após suspeitas de que um deles teria desviado ouro extraído no garimpo.

Segundo o depoimento, integrantes de uma facção criminosa que atua no local descobriram o possível furto e decidiram capturar e punir os trabalhadores. Eles foram espancados com mangueiras, pedaços de madeira e atingidos por sacolas plásticas incendiadas, que provocaram queimaduras enquanto os criminosos exigiam a devolução do metal. Parte do ouro, conforme narrado, teria sido entregue durante as agressões.

Apesar dos relatos, as vítimas afirmaram desconhecer os autores dos ataques.

Durante o atendimento, a polícia verificou no Banco Nacional de Mandados de Prisão que um dos três homens tinha ordem judicial em aberto. Ele recebeu voz de prisão após ser medicado, sendo algemado para evitar fuga e garantir a segurança da equipe.

A PM informou que uma das vítimas, de 29 anos, apresenta suspeita de fratura na perna esquerda e não conseguiu prestar depoimento. Os três permanecem internados.

A Polícia Civil abriu investigação para apurar a participação de facções criminosas e identificar outros possíveis envolvidos no furto de ouro e nas práticas de tortura no garimpo Cururu.